Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego estava em 7,9%Foto: Divulgação
O resultado veio em linha com as expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 6,8% e 7,2%, com mediana de 7,0%.
Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,9%. No trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desocupação estava em 6,8%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.410 no trimestre encerrado em março. O resultado representa alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 345,048 bilhões no trimestre até março, alta de 6,6% ante igual período do ano anterior.
Já a população desocupada expandiu em 891 mil pessoas em um trimestre, totalizando 7,714 milhões de desempregados no trimestre até março. Em um ano, 909 mil pessoas deixaram o desemprego no País.
A população inativa somou 66,975 milhões de pessoas no trimestre encerrado em março, 805 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve elevação de 82 mil pessoas na inatividade.
O nível da ocupação - percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar - passou de 58,7% no trimestre encerrado em dezembro para 57,8% no trimestre até março. No trimestre terminado em março de 2024, o nível da ocupação era de 57,0%.
População subutilizada
No trimestre terminado em março, faltou trabalho para 18,463 milhões de pessoas no País, segundo o IBGE. A taxa composta de subutilização da força de trabalho subiu de 15,2% no trimestre até dezembro para 15,9% no trimestre até março. No trimestre até março de 2024, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 17,9%.
O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.
A população subutilizada subiu 4,0% ante o trimestre até dezembro, 706 mil pessoas a mais. Em relação ao trimestre até março de 2024, houve um recuo de 10,8%, menos 2,243 milhões de pessoas.
Subocupados por insuficiência de horas trabalhadas
De acordo com o IBGE, a taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 4,4% no trimestre até março, ante um patamar de 4,8% no trimestre até dezembro.
Em todo o Brasil, há 4,552 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior.
Na passagem do trimestre até dezembro para o trimestre até março, houve um recuo de 394 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 603 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano.
Houve geração de postos de trabalho apenas em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas (153 mil).
Em relação ao patamar de um ano antes, houve contratações no comércio (592 mil), indústria (431 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (713 mil trabalhadores a mais), construção (90 mil pessoas), outros serviços (167 mil), informação, comunicação e atividades financeiras (518 mil), transporte (253 mil) e alojamento e alimentação (69 mil). A agricultura dispensou 334 mil pessoas e serviços domésticos, 208 mil.
O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,447 milhões de trabalhadores no trimestre até março. Já o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,458 milhões de pessoas. O resultado significa 751 mil de vagas a menos nessa condição do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até março de 2024, foram criadas 70 mil vagas sem carteira no setor privado.
O trabalho por conta própria encolheu em 124 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,902 milhões de trabalhadores. O resultado representa 496 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O número de empregadores recuou em 59 mil em um trimestre, para 4,287 milhões de pessoas. Em relação a um ano antes, o total de empregadores teve um aumento de 157 mil pessoas.
O País teve uma queda de 238 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,693 milhões de pessoas. O resultado representa recuo de 202 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior.
O setor público teve 289 mil pessoas a menos no trimestre terminado em março ante o trimestre encerrado em dezembro, para um total de 12,462 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até março de 2024, foram abertas 444 mil vagas no setor público.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.