Mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 5,50% para 5,46%Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela terceira semana consecutiva colada ao teto da meta. Um mês antes, era de 4,51%. Considerando apenas as 54 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também ficou em 4,50%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio. O fim do ano que vem é o horizonte relevante do colegiado.
Na última reunião, o comitê aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, de 14,25% para 14,75% o maior nível desde julho de 2006. Desde setembro, quando o ciclo de aperto teve início, os juros já subiram 4,25 pontos.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 15ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,81% para 3,85%. Um mês antes, era de 3,80%.
Na sexta-feira, 30, o IBGE informou que o PIB brasileiro aumentou 1,4% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o quarto trimestre de 2024, e 2,9% frente aos três primeiros meses do ano passado. Ambos os resultados ficaram abaixo das medianas da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,5% e 3,2%, nesta ordem.
O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, na ata da sua reunião de maio, que a taxa de juros "significativamente contracionista" tem contribuído para moderar o crescimento da atividade. Segundo o colegiado, a tendência é que esse processo ganhe força nos próximos trimestres. O BC espera alta de 1,9% para o PIB em 2025.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 aumentou de 1,70% para 1,80%, após seis semanas de estabilidade. Considerando só as 39 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,80% para 1,99%.
A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela nona semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 64ª semana seguida.
A estimativa intermediária para o déficit primário do setor público em 2026 continuou em 0,66% do PIB pela terceira semana seguida. Um mês antes, era de 0,64%. O alvo do ano que vem é de um superávit de 0,25% do PIB para o governo central, também com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos.
Nominal
A estimativa intermediária do Focus para o déficit nominal de 2025 caiu de 8,93% para 8,89% do PIB. Um mês antes, era de 9,0%. A mediana para o rombo nominal de 2026 permaneceu em 8,50% do PIB. Quatro semanas antes, era de 8,51%.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.
A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2025 passou de 65,70% para 65,80%. Um mês antes, era de 65,80%. A estimativa intermediária para 2026 passou de 70,10% para 70,13%. Quatro semanas atrás, estava em 70,18%.
Considerando apenas as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para o fim de 2025 também se manteve em 14,75%.
Na ata da reunião de maio, o Copom afirmou que a taxa básica de juros está em nível "significativamente contracionista" e "já tem contribuído e seguirá contribuindo para a moderação de crescimento". "Dadas as defasagens inerentes aos mecanismos de política monetária, espera-se que tais efeitos se aprofundem nos próximos trimestres", afirmou o Comitê.
Uma semana antes, no comunicado da sua decisão, o colegiado já havia tornado o seu balanço de riscos para a inflação simétrico e abandonado o forward guidance, deixando as possibilidades em aberto para a sua próxima reunião, nos dias 17 e 18 de junho.
"Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação", afirmou.
A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela 18ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária também se manteve em 12,50%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 16ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 23ª semana consecutiva.
A projeção para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,80 pela terceira semana seguida. Um mês antes, era de R$ 5,85. A mediana para o fim de 2028 passou de R$ 5,82 para R$ 5,80. Quatro semanas atrás, estava em R$ 5,85.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
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