Carlos Fávaro disse que prossegue o monitoramento de eventuais novos casosLula Marques/Agência Brasil
Segundo Fávaro, o País já chegou à metade do período de vazio sanitário — os 28 dias sem novos registros de gripe aviária em granjas comerciais — sem novas mortes de animais.
Ele reforçou que o caso detectado em Montenegro, no Rio Grande do Sul, está contido. "Fica comprovado que o caso de gripe aviária em Montenegro não saiu da granja", afirmou.
A expectativa do governo é de que, ao final desse prazo, as restrições comerciais impostas ao frango brasileiro sejam retiradas. "A expectativa é de redução das restrições comerciais ao frango brasileiro ao fim dos 28 dias", destacou o ministro.
Fávaro destacou que o sistema de emergência zoossanitária continua ativo e vem sendo ampliado para garantir a detecção rápida de qualquer novo foco. Atualmente, oito suspeitas de gripe aviária estão sob investigação — nenhuma delas em granjas comerciais.
O ministro também comentou sobre o caso de gripe aviária em um animal silvestre no zoológico de Brasília. Segundo ele, a ocorrência não gera preocupação sanitária nem impacto comercial. "Não há alarde com a confirmação de gripe aviária em animal silvestre em zoológico de Brasília", disse. "Esse caso não tem restrição comercial", completou.
"O acordo Mercosul-União Europeia está avançando pela dedicação do presidente Lula", afirmou Fávaro, ao comentar o estágio atual das tratativas.
De acordo com o ministro, o texto está atualmente em fase de tradução, o que deve ocorrer até julho. "O rito para formalização definitiva caminha a passos largos", reforçou.
Fávaro destacou que, após a tradução, o documento vai para análise e aprovação dos Parlamentos dos países do bloco sul-americano e europeu. "A expectativa é finalizar o acordo até março de 2026", disse o ministro.
Ele voltou a afirmar que o tratado é uma oportunidade para ampliar mercados para o agronegócio brasileiro, especialmente em um momento em que o país busca diversificar destinos e fortalecer sua presença internacional.
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