Mediana do relatório para o IPCA de 2025 caiu de 4,85% para 4,83%Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
A projeção para o IPCA de 2026 se manteve em 4,30%, depois de oito semanas consecutivas de queda. Considerando apenas as 117 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 4,28% para 4,30%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,9% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante, o primeiro trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,4%.
Na última decisão, o comitê manteve a taxa Selic em 15,0%, e afirmou que "antecipa uma continuação na interrupção no ciclo de alta de juros", com o objetivo de examinar os impactos do ajuste que já foi realizado. A ideia é ver se esse nível de juros, mantido por período "bastante prolongado", é suficiente para fazer a inflação convergir à meta.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.
Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho, no dia 10 de julho A autoridade monetária publicou uma carta aberta informando que espera queda da taxa abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 caiu de 3,93% para 3,90%. A projeção para o IPCA de 2028 se manteve em 3,70%.
O Banco Central aumentou a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,9% para 2,1%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre. Segundo a autarquia, a atividade continua resiliente, embora já seja possível observar "certa moderação" no ritmo de expansão.
No Focus, a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 passou de 1,85% para 1,80%. Um mês antes, era de 1,87%. Considerando só as 75 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,94% para 1,74%.
A mediana para o crescimento do PIB de 2027 passou de 1,88% para 1,90%. Quatro semanas antes, era de 1,87%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 79ª semana seguida.
No seu comunicado, o Copom afirmou que a incerteza demanda "cautela" na condução da política monetária. E informou que antecipa uma "continuação na interrupção do ciclo de alta de juros", para avaliar se a manutenção da Selic em 15,0% por período "bastante prolongado" é suficiente para fazer a inflação convergir à meta.
"O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado", disse o Copom.
Considerando apenas as 103 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano seguiu em 15%.
2026
A mediana para a Selic no fim de 2026 diminuiu de 12,50% para 12,38%, depois de 32 semanas de estabilidade. Considerando só as 102 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, a mediana subiu de 12,38% para 12,50%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 31ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 38ª semana consecutiva.
A projeção para a moeda americana no fim de 2027 se manteve em R$ 5,60, ante R$ 5,70 há quatro semanas. A estimativa para o fim de 2028 caiu de R$ 5,56 para R$ 5,54. Um mês antes, era de R$ 5,70.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020

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