Bebidas alcoólicas são liberadas para venda em estádios de futebol em SP

Bebidas devem ser vendidas em copos de 500 ml entre 1h30 antes do jogo e até 1h após o fim da partida. Projeto de lei foi aprovado na tarde desta quinta-feira

Por Lance

Bebidas alcoólicas são liberadas para venda em estádios de futebol em SP
Bebidas alcoólicas são liberadas para venda em estádios de futebol em SP -
São Paulo - Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovaram, nesta quinta-feira (13), o projeto de lei que autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas dentro de estádios de futebol e arenas esportivas no estado de São Paulo. Com a aprovação, o projeto segue para a sanção do governador do estado, João Doria.

A venda, distribuição e o consumo de bebidas alcoólicas em um raio de 200 metros da entrada dos estádios está proibida desde 1996.

O projeto criado pelo deputado Itamar Borges, autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em bares, lanchonetes e congêneres destinados aos torcedores, bem como nos camarotes e espaços VIPs dos estádios e arenas. Ainda segundo o projeto, a venda de bebidas alcoólicas deve ser iniciada uma 1h30 antes do início da partida e encerrada 60 minutos após seu término.

O projeto de lei também prevê alguns cuidados com a embalagem. As bebidas deverão ser comercializadas em embalagens plásticas descartáveis, cujo recipiente não tenha capacidade superior a 500 ml. A venda e a entrega de bebida alcoólica a menores de 18 anos é proibida.

Um detalhe importante é que a liberação é apenas para bebidas com teor alcoólico entre 6 e 9% vol., vetando desta forma a venda de whisky, vodka e pinga, bebidas mais fortes

A liberação de bebidas alcoólicas nos estádios pode ser benéfica para os clubes, como acredita o advogado Cristiano Caús, que atua na área do direito esportivo. Ele acredita que os clubes possam tirar proveito econômico com a liberação.

"A aprovação da venda pra ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) é motivo de comemoração para os torcedores e também para as empresas de bebidas, especialmente cervejarias, pois o mero patrocínio agora será incrementado com uma ativação decente nas praças esportivas. E o recurso vindo dessas empresas não é de se jogar fora", afirmou.

Cristiano criticou a proibição da venda de bebidas nos estádios, que para ele, teve como principal motivo a questão da violência entre torcidas.

"A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios sempre me soou como um atestado de incompetência do poder público na área da segurança. No século 21, não podemos admitir a proibição como controle da violência", declarou o advogado.

Vale lembrar que grandes marcas de cerveja costumam patrocinar os eventos de futebol. Heineken, na Liga dos Campeões da Europa, Brahma, na Copa América e a Amstel, na Libertadores, são exemplos de parcerias.
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