José Aldo fez história no MMAReprodução / Instagram
"É hora de parar, eu acho que eu tenho que aproveitar minha família, meus filhos. Eu não quero mais", continuou Aldo, confirmando a aposentadoria. "Alguma coisa no meu coração me falou que eu não precisava mais bater o peso na hora e eu larguei. Se tivesse luta, ia ter, se não eu não queria lutar mais."
"Acho que é a última vez que vocês vão me ver aqui dentro, isso aqui não faz mais parte da minha vida agora", concluiu o brasileiro, que encerra a carreira com 32 vitórias e 10 derrotas em 42 lutas, sendo 23 delas no UFC, em que, até hoje, é o lutador com mais defesas de cinturão nos pesos-pena (7).
CARREIRA VITORIOSA
José Aldo estreou no MMA profissional aos 18 anos, em 2004, vencendo Mario Bigola no Eco Fight Championship e logo engatou uma sequência de vitórias no primeiro round em eventos no Brasil e na Inglaterra. Teve o primeiro baque em 2005, ao perder para Luciano Azevedo, mas depois disso, tornou-se "imparável".
O brasileiro, então, voltou a ganhar seguidamente e foi contratado pelo World Extreme Cagefighting (WEC), onde conquistou o cinturão dos penas e manteve-se invicto até a organização ser adquirida pela Zuffa, que controla o UFC, em 2006, e incorporado ao Ultimate em 2011. Por lá, derrotou nomes como Urijah Faber, Mike Brown, Cub Swanson e Manny Gamburyan.
A estreia no maior evento do mundo foi contra o canadense Mark Hominick no UFC 129, em que venceu sem dificuldades na decisão unânime. Com o cinturão da divisão em mãos, defendeu-o sete vezes e bateu vários adversários de peso, incluindo Chad Mendes, duas vezes, Frankie Edgar, Kenny Florian e Jung Chan-Sung.
A segunda derrota em sua carreira, e primeira no UFC, viria a acontecer só no final de 2015, quando foi superado por Conor McGregor. O brasileiro recuperou o cinturão sete meses depois, novamente batendo Frankie Edgar, e perdeu para Max Holloway em 2017, na que foi sua última luta como detentor do título.
Desde então, ele nunca mais encaixou a mesma sequência de vitórias, mas seguiu entregando combates empolgantes e enfrentando os melhores da organização. Em 2019, estreou nos pesos-galo, categoria em que se manteve até sua aposentadoria.
O fim da carreira de Aldo já havia sido especulado após o revés para Merab Dvalishvili, em 2022, ano em que ele também teve seu primeiro filho, mas ele retornou em 2024 com uma vitória sobre Jonathan Martinez. Nas duas lutas seguintes, derrotas para Mario Bautista e a mais recente para Aiemann Zahabi, em que anunciou a retirada dos octógonos.
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