Qualquer pessoa está apta a praticar o esporteDivulgação
Corridas de rua coletivas atraem público no Rio de Janeiro
Esporte que é considerado inclusivo de diversas formas tem equipes e movimentos
Rio - Nos últimos anos, as corridas de rua deixaram de ser uma atividade solitária para se tornar um fenômeno social que conquista cada vez mais adeptos. Em parques, avenidas fechadas e até no asfalto quente das grandes cidades, o que se vê é um número crescente de pessoas correndo juntas.
O número de provas de rua cresceu exponencialmente na última década e mais do que os números, o que chama a atenção é o perfil dos corredores: homens e mulheres de todas as idades, profissões e níveis de preparo físico, unidos pelo prazer de correr.
Essa popularização está diretamente ligada à democratização do esporte. Diferente de outras modalidades, a corrida de rua exige pouco investimento inicial: um bom par de tênis, roupas leves e disposição já são suficientes para começar. Mas se antes correr era um hábito individual, hoje há um movimento claro em direção à coletividade.
O profissional de educação física Alan Uka é o criador do movimento de corrida de rua CorreCria, onde incentiva pessoas a iniciarem no esporte em diversos tipos de condições, incentivando à adesão de novas realidades de vida através da atividade física.
"Por muito tempo a conexão entre as pessoas durante as atividades físicas foi jogada para segundo plano. Passamos por uma época de popularização das academias e do bem-estar físico, porém nem todo mundo tem acesso a esse tipo de local para cuidar do corpo. Nas ruas, a corrida é democrática e atrelado a isso surgiram as corridas coletivas", iniciou o educador.
O receio de correr sozinho ou praticar um esporte individual, muitas vezes considerado solitário, também deixou de ser desculpa para quem quer iniciar no esporte. O foco da CorreCria tem sido em bairros da Zona Oeste como Campo Grande, Santa Cruz, Bangu, Santíssimo, Cosmos, Guaratiba, Pedra de Guaratiba, Recreio Realengo.
"Hoje em dia existem equipes de corrida e os movimentos de corrida de rua. Os movimentos focam apenas na integração entre as pessoas e o universo das corridas, já as equipes focam principalmente na performance. O importante é que independente de onde você esteja praticando a corrida, isso vai te gerar um benefício físico e psicológico", acrescentou Alan.
Outro ponto forte do movimento é a inclusão. Cada vez mais as provas recebem corredores iniciantes, pessoas com deficiência, idosos e até crianças. Com percursos acessíveis e categorias adaptadas, a corrida de rua se firma como um esporte para todos. No fim das contas, mais do que bater recordes ou conquistar pódios, o que move esse exército de corredores é o propósito.




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