Marquinhos levanta troféu da Liga dos CampeõesAFP
Mas o ponto alto da tarde foi a chegada da comitiva do PSG por volta das 17h30 locais (12h30 de Brasília) e seu desfile de 40 minutos, saudando uma torcida que aguardava havia muitos anos pela primeira 'Orelhuda' da história do clube e a segunda do futebol francês, depois do título conquistado pelo time de Marselha em 1993.
"Foi rápido, mas não me arrependo de ter vindo. Ver a copa pessoalmente permite perceber que realmente sim, somos os campeões da Europa. Ontem era quase bonito demais para ser verdade, por como dominamos [a partida]. Não conseguia acreditar", disse Camille, uma estudante de 22 anos.
Marquinhos, o capitão brasileiro do PSG, foi um dos mais ativos ao microfone, puxando cânticos e pedindo a Bola de Ouro desta temporada para seu companheiro de equipe Ousmane Dembelé, que neste domingo foi designado pela Uefa o melhor jogador da recém-terminada Liga dos Campeões.
Enquanto isso, o técnico Luis Enrique e o presidente Nasser Al Khelaifi também desfrutaram do clima a bordo de um dos ônibus. Na chegada dos veículos ao Arco do Triunfo, fogos de artifício foram acionados.
"Nada pode justificar o que aconteceu nas últimas horas, os confrontos violentos são inaceitáveis (...) Perseguiremos, puniremos, seremos implacáveis", disse Macron, antes de parabenizar um a um os jogadores no palácio presidencial.
Um dos mortos nas comemorações foi um menor de 17 anos em Dax (sudoeste da França) em um ataque a faca. Outro foi um homem que andava de moto em Paris e foi atropelado por um carro.
A maioria dos incidentes foi registrada em Paris e o Ministério do Interior informou que 559 pessoas foram detidas, 491 delas na capital.
Em uma mensagem publicada no X, o clube parisiense "condenou firmemente" os incidentes em "um momento de felicidade coletiva, não de agitação ou distúrbios" e pediu aos torcedores "demonstração de responsabilidade e respeito para que esta vitória histórica siga sendo um momento de orgulho compartilhado por todos".
Esta mensagem foi publicada horas depois de o ministro francês do Interior, Bruno Retailleau, manifestar, na mesma plataforma, sua indignação "contra os bárbaros que vieram às ruas de Paris cometer crimes".
Retailleau defendeu que o dispositivo de segurança esteve "à altura" e advertiu que excessos não serão tolerados neste domingo.



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