Trump e Infantino durante encontro na Casa Branca, nos Estados UnidosJim Watson/AFP

Rio - Os clubes brasileiros que vão disputar o Mundial de Clubes não conseguirão escapar da tributação dos Estados Unidos. Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras serão tributados em até 37% sobre os dias trabalhados em solo americano, de acordo com informações do "ge".
Os quatro clubes desistiram de abrir empresas para tentar fugir da tributação e decidiram aderir ao regime americano chamado "ECI" (sigla para "effectively connected income"). O modelo já estabelece a tributação como se fosse empresa americana.
A quantia tributada vai obedecer uma regra de três com os dias trabalhados e a remuneração anual dos atletas, membros da comissão e funcionários. Não serão todos tributados, afinal, existe isenção a quem recebe menos de US$ 3 mil dólares (cerca de R$ 16 mil).
A tributação americana foi considerada excessiva e causou desconforto em muitos clubes participantes do Mundial. Em eventos como a Copa do Mundo, a Fifa geralmente negocia isenções fiscais para si mesma e entidades associadas. Porém, essas isenções nem sempre se estendem aos jogadores.
A Fifa criou uma espécie de "Carteira Virtual". Em um documento enviado aos clubes participantes, a entidade estipulou as datas de pagamento dos tributos, com início em 29 de maio e término previsto para o dia 30 de setembro.
O Mundial de Clubes de 2025 será a primeira edição do novo formato semelhante a uma Copa do Mundo de seleções e será realizado a cada quatro anos. A criação da competição não afeta o antigo Mundial, que foi renomeado para Copa Intercontinental e terá a participação dos campeões continentais anualmente.
A primeira edição do Mundial de Clubes na versão Copa do Mundo será realizada nos Estados Unidos, entre os dias 15 de junho e 13 de julho. O Brasil será o único país com quatro representantes, já que Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo conquistaram a Libertadores entre 2021 e 2024, respectivamente.