Publicado 11/08/2025 10:45 | Atualizado 11/08/2025 10:57
Nesta segunda-feira (11), a Corte Arbitral do Esporte (CAS) anunciou que rejeitou o recurso do Crystal Palace e o manteve na Liga Conferência. O time foi "rebaixado" da Liga Europa para a outra competição por causa das regras de propriedade multiclubes - os ingleses faziam parte do Grupo Eagle, de John Textor, que também conta com o Lyon.
Publicidade"O recurso buscava anular a decisão do Órgão de Controle Financeiro de Clubes da UEFA, de 11 de julho de 2025, que considerou que o CPFC (Crystal Palae) e o OL (Lyon) não estavam em conformidade com os regulamentos de propriedade multiclubes. Além da anulação da decisão, o CPFC solicitou a readmissão à Liga Europa da UEFA, com a admissão do Nottingham Forest ou do OL rejeitada", diz um trecho da nota da CAS.
Com essa decisão, o Nottingham Forest ficará com a vaga na Liga Europa. A equipe terminou a última edição do Campeonato Inglês na sétima posição.
"Após analisar as provas, o Painel concluiu que John Textor, fundador da Eagle Football Holdings, tinha ações no CPFC e no OL e era membro do Conselho com influência decisiva sobre ambos os clubes na data da avaliação da UEFA. O Painel também rejeitou o argumento do CPFC de que recebeu tratamento injusto em comparação com o Nottingham Forest e o OL. O Painel considerou que os Regulamentos da UEFA são claros e não oferecem flexibilidade aos clubes que não estejam em conformidade na data da avaliação, como alegou o CPFC", afirma a CAS em outro trecho.
Entenda o caso
No dia 11 de julho, a Primeira Câmara do Órgão de Controle Financeiro de Clubes (CFCB) da Uefa decidiu excluir o Crystal Palace da Liga Europa e admiti-lo na Liga Conferência. Isso porque o Lyon também se classificou para jogar a competição continental.
Na época, os dois faziam parte do Grupo Eagle, a rede multiclubes fundada por John Textor. No fim de julho deste ano, o Crystal Palace anunciou que bilionário norte-americano Woody Johnson concluiu a compra das ações que pertenciam ao grupo.
Entretanto, o Artigo 5.01 do Regulamento de Competições de Clubes da Uefa diz que, "para garantir a integridade das competições" da entidade, "o clube deve ser capaz de provar que, em 1º de março de 2025," alguns critérios de propriedade multiclubes foram atendidos.
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