Cristiano Ronaldo e Roberto Martínez pela seleção portuguesaJosé Sena Goulão/EPA
Publicado 23/02/2026 18:07
Portugal - O técnico Roberto Martínez saiu em defesa do legado de Cristiano Ronaldo ao afirmar que o atacante já deve ser tratado como o maior jogador da história. Para o treinador, esse patamar independe de uma conquista na Copa do Mundo de 2026, torneio que o camisa 7 terá a oportunidade de disputar mais uma vez pela seleção nacional. Aos 41 anos, o craque permanece em alto nível, mantendo-se como peça central no planejamento da equipe lusitana.

Durante sua participação no "Portugal Football Summit Podcast", o comandante espanhol foi enfático ao analisar a trajetória do capitão. Ele reforçou que o foco da comissão técnica está em preparar o coletivo para oferecer ao veterano as melhores condições de competitividade no próximo Mundial.
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"Ele será o melhor jogador da história, ganhe ou não a Copa do Mundo. Nossa responsabilidade é darmos a ele a melhor chance possível de competir por ela. Isso se consegue analisando, melhorando constantemente e mantendo a mesma mentalidade que nos ajudou a ter sucesso na Liga das Nações", afirmou.
Com um currículo que inclui títulos nacionais na Inglaterra, Espanha e Itália, além de cinco taças da Liga dos Campeões, o artilheiro agora busca atingir a marca histórica de 1.000 gols na carreira. O astro não apresenta sinais de desaceleração mesmo na casa dos 40 anos, sustentando um desempenho individual que impressiona pela regularidade.
"Nunca trabalhei com um jogador que, todas as manhãs, se concentrasse em aproveitar ao máximo o dia para melhorar. Se pudéssemos ter o Cristiano para sempre, seria a maneira mais fácil de ajudar os jogadores mais jovens quando chegassem à seleção. O desejo dele é usar cada dia para melhorar."
Atualmente, o papel do craque em campo passou por uma evolução tática para maximizar sua capacidade de definição. Martínez destaca que a transição de um ponta explosivo para um centroavante posicional foi fundamental para que o jogador seguisse produtivo e decisivo dentro do atual esquema tático português.

"Acho que precisamos aceitar que todo mundo conhece Cristiano Ronaldo e tem uma opinião [sobre ele]. Mas o Cristiano Ronaldo que entrou para a seleção nacional há 21 anos não é o mesmo Cristiano de hoje. Agora, ele é muito mais um jogador posicional, um atacante. Ele é um jogador que, para nós, é um finalizador. Ele é o maior artilheiro de todos os tempos. Portanto, ter um jogador que agora tem 25 gols nos últimos 30 jogos pela seleção nacional é uma dádiva", concluiu o técnico.
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