Gabriel Bortoleto é piloto da Audi em 2026Divulgação / Audi
Publicado 05/03/2026 18:02
Rio - Às vésperas da primeira corrida em 2026 na Fórmula 1, Gabriel Bortoleto comentou sobre um dos desafios técnicos desta temporada: o novo botão de boost. Durante as coletivas desta quinta-feira (5), que antecedem o GP da Austrália, o piloto da Audi explicou como o recurso de energia extra deve transformar a dinâmica das disputas por posição e as estratégias de ultrapassagem no grid.

Bortoleto teve nove dias de testes entre Barcelona e Bahrein para se ambientar ao novo sistema. De acordo com o brasileiro, a potência adicional é tão significativa que pode viabilizar manobras em trechos dos circuitos onde a ultrapassagem costumava ser improvável. Ele pondera, no entanto, que o uso exige precisão para não deixar o carro vulnerável logo em seguida.
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"O que posso falar é que a ultrapassagem, o botão de boost, é muito forte. Então, às vezes, você vai estar em curvas onde normalmente não daria para ultrapassar e, de repente, você aperta e consegue passar. Mas depois pode ser que você fique sem energia e o outro piloto simplesmente te ultrapasse de volta", analisou o jovem piloto.

A oscilação no rendimento do sistema durante a pré-temporada deixou certas dúvidas sobre o equilíbrio ideal de forças. "No Bahrein teve momentos em que eu tentei a ultrapassagem e passei carros com muita facilidade, e teve outras vezes em que eu sofri muito para ultrapassar", relatou Bortoleto.
Para o brasileiro, o grid enfrentará um período de adaptação tática nas rodadas de abertura do campeonato. O gerenciamento da bateria será a chave para evitar erros estratégicos fatais.
"Acho que vai ter uma curva de aprendizado grande para todos nós nas três ou quatro primeiras corridas, para entender também como usar toda essa energia e não fazer besteira, tipo usar tudo ali e depois ser ultrapassado logo em seguida", concluiu.
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