Gianluca Prestianni foi acusado de racismo por Vini JrPatricia De Mello / AFP

A Uefa anunciou, nesta sexta-feira (24), a punição do meia Gianluca Prestianni, do Benfica, após investigação sobre ofensas direcionadas ao atacante Vini Jr, do Real Madrid, durante partida da Liga dos Campeões. Porém, a medida foi adotada por homofobia e não por racismo, como o brasileiro havia acusado.
Segundo comunicado oficial, o Comitê de Controle, Ética e Disciplina da entidade decidiu aplicar uma suspensão total de seis partidas ao jogador por conduta considerada discriminatória. Parte da pena, no entanto, terá caráter condicional.

Entenda a punição aplicada

De acordo com a decisão, Prestianni ficará afastado por seis jogos oficiais organizados pela Uefa — sejam competições de clubes ou de seleções — nos quais estaria apto a atuar. Desses, três compromissos terão cumprimento imediato, enquanto os outros três poderão ser escolhidos dentro de um período de dois anos.
A sanção já leva em conta uma suspensão provisória cumprida anteriormente pelo atleta, ainda durante os playoffs da competição europeia.
Além disso, a Uefa solicitou à Fifa que a punição seja ampliada para competições em nível global, o que pode impactar eventuais convocações ou torneios fora do continente europeu.

O que houve com Vini Jr?

Vale lembrar que o episódio ocorreu no confronto entre Benfica e Real Madrid, realizado em fevereiro, em Lisboa, pela fase de playoffs da Liga dos Campeões.
Na ocasião, Vinícius Júnior acusou o jogador argentino de ter feito uma ofensa de cunho racial durante a partida, tapando sua boca com a camiseta. O lance chegou a paralisar a partida momentaneamente, embora a arbitragem não tenha conseguido registrar o insulto em campo.
Prestianni, por sua vez, nega a acusação. O meio-campista alegou que utilizou uma expressão comum em seu país — "maricón", termo em espanhol de cunho homofóbico — e afirmou que não teve a intenção de cometer qualquer ato discriminatório.
Mesmo com a contestação do atleta, a Uefa optou por seguir com a punição, após apuração conduzida por seu inspetor disciplinar. O caso reforça a política mais rígida adotada pela entidade no combate a atitudes discriminatórias dentro das competições.
O episódio também se soma a outras situações envolvendo Vinícius Júnior, que frequentemente se posiciona contra casos de racismo no futebol europeu e cobra medidas mais duras das autoridades esportivas frente a situações preconceituosas.