Presidente da CBF, Samir XaudDivulgação / CBF
Publicado 27/04/2026 19:09 | Atualizado 27/04/2026 19:10
Rio - A CBF terminou 2025 com déficit de R$ 182,5 milhões. Em Assembleia realizada nesta segunda-feira (27), os representantes das 27 federações aprovaram o balanço financeiro, mesmo com o prejuízo. A confederação atribuiu isso aos "grandes investimentos para regularização de passivos deixados por gestões anteriores".
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A confederação, que havia registrado superávit de R$ 107 milhões em 2024, aumentou as despesas operacionais em 111% em 2025. Parte importante do aumento tem relação com os R$ 80 milhões que a entidade teve que pagar ao Icasa, que ganhou processo contra a CBF referente ao não acesso à Série A do Brasileirão em 2014.
Na época, o time de Juazeiro do Norte, quinto colocado na Série B do Brasileirão de 2013, argumentou que a CBF cometeu um erro que impediu que a equipe fosse promovida à Série A e foi indenizado. A Justiça entendeu que o Icasa estava certo no caso envolvendo o Figueirense por suposta escalação irregular do jogador Luan na partida entre o clube catarinense e o América-MG.
Mesmo se não houvesse a indenização destinada ao Icasa, a CBF fecharia 2025 no vermelho em mais de R$ 100 milhões. Muitas despesas também estão relacionadas à seleção brasileira. Foram investidos R$ 27 milhões em despesas logísticas pelo aumento de viagens da equipe comandada por Carlo Ancelotti para as Eliminatórias da Copa do Mundo e amistosos.
Além disso, a CBF investiu R$ 13 milhões em marketing e R$ 9 milhões em tecnologia e serviços de consultoria institucional, esportiva, assessoria jurídica e de comunicação. As receitas referentes ao contrato com a Nike, o maior da história da confederação com a fornecedora de material esportivo, foram antecipadas ao exercício de 2024. Isso atrapalhou a entidade no ano passado.
O acordo em questão com a Nike pode render até R$ 1 bilhão por ano, considerando também os ganhos com royalties referentes à venda das camisas da seleção brasileira. O diretor financeiro da CBF, Valdecir de Souza, alega que os gastos são necessários para "buscar eficiência na nova gestão", com "receitas crescentes" no futuro.
"Fez-se necessário gastar para buscar eficiência na nova gestão: resultados futuros, receitas crescentes, para que possamos fazer o que é mais importante, que é investir no futebol. Durante a Assembleia, acho que todos perceberam este ambiente novo, essa nova gestão, a vontade de fazer acontecer, de ter uma CBF com modernidade comparável às grandes confederações, como a Fifa", disse.
Por outro lado, a bilionária entidade que comanda o futebol brasileiro apresentou receita bruta de R$ 1,7 bilhão, R$ 200 milhões a mais do que em 2024.
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