Conversa entre Aleksander Ceferin e Gianni Infantino, presidentes da Uefa e da FifaOdd Andersen / AFP
Publicado 28/07/2026 18:00
Após a Fifa divulgar o plano de vender ações da Copa do Mundo nesta terça-feira (28), as repercussões surgem "a todo vapor" nos bastidores. As seleções europeias se colocaram contra a ideia e, inclusive, ameaçaram um boicote à próxima edição torneio caso as negociações se concretizem.
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A medida, publicada pelo canal inglês "Sky Sports", é uma resposta ao plano de Gianni Infantino, presidente da Fifa. Sua ideia é criar uma empresa, a "Fifa Forward Enterprise (FFE)", para administrar as competições promovidas pela entidade, como a Copa e o Mundial de Clubes, e dividir partes dela entre os acionistas.
Federação máxima do futebol na Europa, a Uefa condenou a "venda" da Copa com duras palavras em comunicado. A publicação parece ter influenciado as confederações do Velho Continente a tomarem posição semelhante e considerarem o boicote.
Uma reunião online entre representantes das seleções europeias está prevista para esta semana, com a intenção de alinhar estratégias para evitar que a Fifa leve o plano à frente.
O possível boicote deixa dúvidas no ar, já que a Copa do Mundo de 2030 terá Portugal e Espanha como dois dos principais países-sede. Inclusive, o Santiago Bernabeu, Estádio do Real Madrid, é um dos candidatos a sediar a decisão do torneio.
*Reportagem do estagiário João Vitor Cravo, sob a supervisão de Rodrigo Souza
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