Gianni Infantino, atual presidente da FifaAlex Wong / AFP

A Fifa divulgou um plano que promete virar o futebol "de cabeça para baixo" nesta terça-feira (28). A entidade pretende vender ações da Copa do Mundo. Para isto, a ideia é criar uma nova empresa, avaliada em 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões), e vender partes dela aos acionistas.
A nova companhia, nomeada "Fifa Forward Enterprise (FFE)", seria responsável pela administração não só da Copa, como também de outros torneios promovidos pela entidade, como o Mundial de Clubes. No modelo, a Fifa seria acionista majoritária e escolheria os sócios a longo prazo.
Inicialmente publicada pelo jornal britânico "The Times", e confirmada pela Fifa através de sua conta oficial no "X", a notícia caiu como uma "bomba" entre as entidades do futebol internacional. A Uefa, federação da Europa, condenou o plano com palavras fortes, por meio de comunicado oficial.
"Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte", iniciou.
"A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo", completou a entidade europeia.

Saiba mais sobre o plano da Fifa

*Reportagem do estagiário João Vitor Cravo, sob a supervisão de Pedro Logato