Publicado 30/07/2026 18:11
As 41 nações filiadas à Concacaf rejeitaram por unanimidade nesta quinta-feira (30) o plano da Fifa de vender ações da Copa do Mundo. A ideia foi discutida pelos presidentes de cada uma das federações, em reunião composta por membros da América do Norte, Central e Caribe.
Publicidade "Durante a reunião, os membros manifestaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos dirigentes da Fifa", afirmou a Concacaf em um comunicado.
"Além disso, foi questionada a necessidade de investimento de capital privado para financiar os projetos novos e já existentes do Fifa Forward [programa de desenvolvimento do futebol], após a Copa do Mundo da Fifa mais lucrativa da história", diz o texto."O debate reforçou a necessidade de maior transparência e governança adequada".
"Por esses motivos, a Concacaf e suas 41 associações-membro rejeitaram a proposta", observou a organização liderada por Victor Montagliani, que também é vice-presidente da Fifa.
O futuro do futebol - e o seu ativo mais valioso - deve permanecer nas mãos da nossa família do futebol", enfatizou a confederação que reúne os países-sede da última Copa do Mundo: Estados Unidos, México e Canadá.
Na última terça-feira (28), a Fifa anunciou sua intenção de criar uma empresa, a "Fifa Forward Enterprise (FFE)", para gerenciar suas atividades comerciais e atrair investidores externos. A promessa é de um aporte de US 10 bilhões (R$ 50,8 bilhões) para financiar o desenvolvimento do futebol.
Gianni Infantino, presidente da entidade que rege o futebol mundial, defendeu seu projeto na quarta-feira, mas insistiu que se trata de "uma oportunidade, não uma obrigação".
A proposta sofreu críticas imediatas de figuras do futebol e da política, incluindo uma ameaça das 55 federações da Uefa de boicotar futuras competições da Fifa. Como agravante, o plano ainda foi apresentado apenas 11 meses antes da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil.
A Concacaf já havia manifestado sua "profunda preocupação com a falta de devido processo legal" antes do comunicado desta quinta-feira, que rejeitou formalmente a proposta da entidade liderada por Gianni Infantino.
Pouco depois, a Federação de Futebol dos Estados Unidos publicou uma mensagem no X confirmando que "apoia a Concacaf e seus membros".
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