Publicado 21/09/2026 18:55 | Atualizado 21/09/2026 18:57
Clubes das Séries A e B do Brasileirão aprovaram uma proposta da CBF que prevê a diminuição do limite de jogadores estrangeiros por equipe nas competições nacionais. A aplicação da medida foi confirmada por meio de votação nesta segunda-feira (21), no Rio. Com 10 atletas de outros países no elenco, maior índice do país, o Flamengo foi contra a ideia, mas foi voto vencido.
Publicidade Na reunião, as equipes concordaram em promover uma redução gradual do limite. Atualmente, as competições nacionais permitem às equipes relacionar nove estrangeiros por partida. A ideia é reduzir este número em um atleta por ano, até chegar ao máximo de cinco não-brasileiros em cada time por jogo em 2030.
Entenda o modelo da proposta:
2026 (atual): 9 estrangeiros por time
2027: 8 estrangeiros por time
2028: 7 estrangeiros por time
2029: 6 estrangeiros por time
2030: 5 estrangeiros por time
2027: 8 estrangeiros por time
2028: 7 estrangeiros por time
2029: 6 estrangeiros por time
2030: 5 estrangeiros por time
Vale reforçar que os clubes poderão ter uma quantidade de jogadores estrangeiros além do limite previsto pela entidade. No entanto, não terão a possibilidade de relacionar todos eles para uma mesma partida.
Por que a CBF quer menos estrangeiros?
O intuito da entidade com a proposta é valorizar os atletas jovens, revelados no Brasil. Durante a reunião, o diretor executivo da CBF, Helder Melillo, expôs um estudo que indicou que os jogadores sub-23 têm atuado cada vez menos no futebol nacional, e que, por isso, a mudança seria uma maneira de "melhorar o produto do futebol brasileiro".
"A gente tem um diagnóstico de que os jogadores sub-23 brasileiros têm jogado cada vez menos. Em contrapartida, o número de estrangeiros aumentou substancialmente nos últimos anos, e isso fez com que os jovens brasileiros tivessem cada vez menos espaço", iniciou.
"A medida que propomos agora mantém um número importante de estrangeiros, entendemos a importância do estrangeiro no futebol brasileiro, mas, tanto com a redução do limite de estrangeiros, quanto com alterações no molde de inscrição de atletas na competição, tentamos dar mais espaço para os jogadores sub-23 e melhorar a qualidade técnica dos nossos times, principalmente no médio e longo prazo", completou o diretor.
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