Publicado 08/05/2026 16:12
A Copa do Mundo de 2026 bate à porta, mas uma decisão polêmica em 2022 volta a ser falada. Quase quatro anos depois, Tite avalia que errou ao definir Neymar como o quinto batedor de pênalti na eliminação do Brasil para a Croácia.
PublicidadeNa derrota por 4 a 2 nas penalidades, o camisa 10 nem chegou a cobrar, já que Rodrygo e Marquinhos desperdiçaram suas cobranças e a Seleção foi eliminada nas quartas de final. E o técnico admitiu que faria diferente.
"Todas as críticas feitas a mim pelo Neymar não ter batido o primeiro pênalti estão corretas. Eu errei. Isso asseguraria a vitória? Não sei. Mas ele deveria ter sido o primeiro batedor", disse Tite em entrevista ao site 'ge'.
"Eu estou colocando agora: errei. Ele deveria ser o primeiro batedor. Hoje o que eu faria? Neymar primeiro. Determinaria que ele fosse o primeiro".
Ao falar abertamente pela primeira vez sobre sua passagem pela seleção brasileira, o técnico mostrou certa decepção. Para ele, o trabalho feito ao longo de seis anos merecia mais do que duas eliminações em quartas de final.
"Eu estava olhando o jogo, olhando o jogo... E assisti de novo ao jogo. Não teve nenhum lance de perigo maior da Croácia. Eu tenho o hábito de dizer que o campo fala, a bola fala. (Naquele dia) o jogo não falou. O jogo escondeu", avaliou.
Tite avalia jogo da eliminação
Além disso, viu o jogo contra a Croácia como algo que incomodou demais pela forma como aconteceu.
"Há uma série, uma conjuntura, uma circunstância em que algumas coisas poderiam ser melhores, poderiam ter sido evitadas. Um conjunto disso. Inclusive um momento caótico que a Croácia fez, enfio dois atacantes, não retorno mais e deixo a equipe no vai e volta. Ficou um bloco lá, um bloco aqui defendendo, tomando bola. E numa primeira circunstância ela acabou acontecendo".
Tite ainda admitiu que sofreu bastante com a eliminação. Esse, inclusive, foi um dos motivos para ter demorado a voltar a comandar uma equipe - só assumiu o Flamengo em outubro de 2023 -, além do desejo de trabalhar no exterior.
"Mexeu de uma maneira diferente. E eu senti bastante, mais do que o normal. Eu questionei: 'por que eu?'. A minha espiritualidade baixou e eu não conseguia entender. Eu dizia: "não é possível". Criei uma expectativa particular muito grande, porque peguei duas Eliminatórias invictas", avaliou.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.