Publicado 08/06/2026 08:30 | Atualizado 08/06/2026 08:33
Depois de 34 anos, os Estados Unidos voltarão a sediar uma Copa do Mundo. Agora, a realidade no país é totalmente diferente da de 1994, quando o Brasil conquistou o tetracampeonato. O futebol, que tinha pouca relevância no país nos anos 90, hoje figura entre os esportes mais populares entre os americanos.
Publicidade Influência da Copa de 94
A Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, foi o maior estímulo para a ascensão do futebol no país. Antes, o esporte vivia um cenário amador após a falência da NASL, em 1984, e tinha pouca popularidade. Com o interesse de Bill Clinton em sediar uma Copa do Mundo, a Fifa exigiu a criação de uma liga profissional nacional como condição para conceder o torneio ao país.
Com isso, em 1993, foi criada a Major League Soccer, embora a competição só tenha começado em 1996, com dez equipes.
A Copa de 1994 também foi responsável por quebrar recordes que permanecem até hoje. Com os holofotes voltados para os Estados Unidos, o Mundial atraiu novos fãs e registrou números históricos de público de uma edição de Copa do Mundo, com mais de 3,5 milhões de torcedores presentes nos estádios ao longo da competição.
Com isso, em 1993, foi criada a Major League Soccer, embora a competição só tenha começado em 1996, com dez equipes.
A Copa de 1994 também foi responsável por quebrar recordes que permanecem até hoje. Com os holofotes voltados para os Estados Unidos, o Mundial atraiu novos fãs e registrou números históricos de público de uma edição de Copa do Mundo, com mais de 3,5 milhões de torcedores presentes nos estádios ao longo da competição.

A ascensão do futebol nos EUA
Apesar do sucesso da Copa de 1994, a MLS enfrentou dificuldades nos primeiros anos. A liga ainda tinha pouco investimento de patrocinadores e gastava muito com o aluguel de grandes estádios da NFL. Ao decorrer do tempo, os clubes passaram a construir arenas menores e específicas para o futebol e adotaram um modelo de crescimento gradual.
O grande ponto de virada aconteceu em 2007, com a chegada de David Beckham ao LA Galaxy após sua passagem pelo Real Madrid. Além de aumentar a visibilidade da liga, o inglês ajudou a atrair patrocinadores e investidores.
A frequência nos estádios aumentou em até 40%, enquanto os direitos de transmissão cresceram significativamente. Os valores de TV, que rendiam cerca de 8 milhões de dólares, passaram para 90 milhões de dólares (cerca de R$ 465,4 milhões, na cotação atual).
O grande ponto de virada aconteceu em 2007, com a chegada de David Beckham ao LA Galaxy após sua passagem pelo Real Madrid. Além de aumentar a visibilidade da liga, o inglês ajudou a atrair patrocinadores e investidores.
A frequência nos estádios aumentou em até 40%, enquanto os direitos de transmissão cresceram significativamente. Os valores de TV, que rendiam cerca de 8 milhões de dólares, passaram para 90 milhões de dólares (cerca de R$ 465,4 milhões, na cotação atual).
As vendas comerciais também dispararam, impulsionadas principalmente pela comercialização de ingressos e produtos relacionados ao astro inglês. Entre 2007 e 2008, foram vendidas cerca de 300 mil camisas de Beckham, número superior ao de qualquer outro esportista dos Estados Unidos no período.
Além disso, a chegada de Beckham abriu caminho para outras estrelas do futebol mundial. Nomes como Thierry Henry, Frank Lampard, Kaká, Steven Gerrard, Andrea Pirlo, David Villa e Zlatan Ibrahimovic passaram pela MLS. Mais recentemente, a liga ganhou ainda mais repercussão com a chegada de Lionel Messi, Luis Suárez e outros ex-jogadores do Barcelona ao Inter Miami, clube que tem Beckham como um dos donos.
Além disso, a chegada de Beckham abriu caminho para outras estrelas do futebol mundial. Nomes como Thierry Henry, Frank Lampard, Kaká, Steven Gerrard, Andrea Pirlo, David Villa e Zlatan Ibrahimovic passaram pela MLS. Mais recentemente, a liga ganhou ainda mais repercussão com a chegada de Lionel Messi, Luis Suárez e outros ex-jogadores do Barcelona ao Inter Miami, clube que tem Beckham como um dos donos.
Como está o futebol nos Estados Unidos em 2026
Atualmente, o futebol deixou de ser um esporte secundário nos Estados Unidos e se tornou uma das modalidades mais populares do país. Segundo a revista 'The Economist', 10% dos americanos consideram o futebol seu esporte favorito, superando o beisebol. Apenas o futebol americano e o basquete aparecem à frente em popularidade.
O crescimento da modalidade também reflete nos investimentos. Para manter Messi no Inter Miami, por exemplo, o argentino recebe cerca de 28,3 milhões de dólares por ano (cerca de R$ 146,3 milhões). Outras equipes seguem apostando em contratações de impacto. Recentemente, o Tottenham Hotspur confirmou a transferência de Son Heung-min para o Los Angeles FC em uma negociação avaliada em aproximadamente 26 milhões de dólares (cerca de R$ 134,46 milhões).
O valor médio das franquias da MLS também cresceu consideravelmente e chegou a cerca de 767 milhões de dólares em 2026 (cerca de R$ 3,96 bilhões).
Além dos investimentos dos clubes, grandes empresas passaram a enxergar o futebol como um possível nome para investir. Nos últimos anos, a MLS assinou com a Apple um contrato de dez anos avaliado em 250 milhões de dólares por temporada (cerca de R$ 1,18 bilhão), válido até 2032. Já a Adidas segue como fornecedora oficial de uniformes de toda a liga em um acordo estimado em 830 milhões de dólares(R$ 4,29 bilhões).
O crescimento da modalidade também reflete nos investimentos. Para manter Messi no Inter Miami, por exemplo, o argentino recebe cerca de 28,3 milhões de dólares por ano (cerca de R$ 146,3 milhões). Outras equipes seguem apostando em contratações de impacto. Recentemente, o Tottenham Hotspur confirmou a transferência de Son Heung-min para o Los Angeles FC em uma negociação avaliada em aproximadamente 26 milhões de dólares (cerca de R$ 134,46 milhões).
O valor médio das franquias da MLS também cresceu consideravelmente e chegou a cerca de 767 milhões de dólares em 2026 (cerca de R$ 3,96 bilhões).
Além dos investimentos dos clubes, grandes empresas passaram a enxergar o futebol como um possível nome para investir. Nos últimos anos, a MLS assinou com a Apple um contrato de dez anos avaliado em 250 milhões de dólares por temporada (cerca de R$ 1,18 bilhão), válido até 2032. Já a Adidas segue como fornecedora oficial de uniformes de toda a liga em um acordo estimado em 830 milhões de dólares(R$ 4,29 bilhões).
Copa do Mundo de 2026
Em 2026, os Estados Unidos recebem a Copa do Mundo pela segunda vez em sua história, mas em um contexto completamente diferente do vivido em 1994. O que antes era um evento disputado em um país com pouca tradição futebolística, agora acontece em uma nação que possui uma liga consolidada e milhões de fãs do esporte.
Desta vez, os Estados Unidos dividem a organização do torneio com México e Canadá. A competição contará com um número recorde de participantes, reunindo 48 seleções. A partida de abertura acontece no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, na Cidade do México.
A Copa do Mundo de 2026 também será a maior da história, com 104 partidas. Os Estados Unidos receberão 78 jogos distribuídos em 11 cidades, incluindo Nova York/Nova Jersey, palco da final, além de Los Angeles, Miami, Dallas, Boston, Houston, Filadélfia, Atlanta, Kansas City, Seattle e São Francisco.
O México sediará 13 partidas em três cidades: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Já o Canadá receberá outros 13 jogos, divididos entre Toronto e Vancouver.
Desta vez, os Estados Unidos dividem a organização do torneio com México e Canadá. A competição contará com um número recorde de participantes, reunindo 48 seleções. A partida de abertura acontece no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, na Cidade do México.
A Copa do Mundo de 2026 também será a maior da história, com 104 partidas. Os Estados Unidos receberão 78 jogos distribuídos em 11 cidades, incluindo Nova York/Nova Jersey, palco da final, além de Los Angeles, Miami, Dallas, Boston, Houston, Filadélfia, Atlanta, Kansas City, Seattle e São Francisco.
O México sediará 13 partidas em três cidades: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Já o Canadá receberá outros 13 jogos, divididos entre Toronto e Vancouver.
*Reportagem de Bernardo Fonseca, João Vitor Cravo e Marcus Vinicius Balbino sob supervisão de Theo Faria
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