Publicado 02/02/2026 09:50
Rio — O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, deu detalhes sobre como foram as negociações pelo meia Lucas Paquetá, que assinou com o clube na última sexta-feira (30) e fez sua estreia já neste domingo (1º), contra o Corinthians, na Supercopa Rei. O dirigente ressaltou, em entrevista ao "ge", a capacidade do atleta em fazer funções diferentes dentro de campo como um fator determinante para o Rubro-Negro aprovar a investida pelo jogador.
LEIA MAIS: Em estreia de Paquetá, Flamengo não joga bem, e Corinthians conquista a Supercopa Rei
PublicidadeLEIA MAIS: Em estreia de Paquetá, Flamengo não joga bem, e Corinthians conquista a Supercopa Rei
"A iniciativa parte do Paquetá. No ano passado, mais ou menos nessa época, eu encontrei o agente do Paquetá no Ninho e falamos sobre trazer o Paquetá, mas naquela altura não era possível. Um pouco antes do Natal, ele liga e me diz: 'Acho que neste momento é possível levar o Paquetá'. Conversei com o presidente para saber até onde poderíamos ir [financeiramente] e também conversei com o Filipe, ele queria muito o jogador também", disse.
Boto ressaltou que os valores por Paquetá poderiam afetar o resto da janela, mas a diretoria aprovou o investimento por se tratar de um meia polivalente. "Chegamos à conclusão de que o Paquetá não é só um reforço, mas três ou quatro por causa das posições que ele faz e pela qualidade com que ele faz."
Boto ressaltou que os valores por Paquetá poderiam afetar o resto da janela, mas a diretoria aprovou o investimento por se tratar de um meia polivalente. "Chegamos à conclusão de que o Paquetá não é só um reforço, mas três ou quatro por causa das posições que ele faz e pela qualidade com que ele faz."
'Criamos uma estratégia'
Desde o primeiro contato de Paquetá até o anúncio, passou um pouco mais de um mês. O diretor de futebol comentou sobre como o Flamengo "nadou em águas desconhecidas" ao buscar, no Campeonato Inglês, um jogador que o clube não queria vender.
"Estávamos cientes de que seria um processo longo e ainda conseguimos esconder durante um tempo. A primeira pedida do West Ham foi de 60 milhões de euros (R$ 370 milhões) e, para a negociação ser rápida, ou pagávamos esse valor ou desistíamos dela. Criamos uma estratégia, com toda a colaboração do Paquetá, de tentar levar o valor para onde pudéssemos pagar sem prejudicar a saúde financeira do clube. Demorou mais de um mês, teve alguns recuos e avanços, e tenho que destacar o papel do Paquetá no meio disso tudo, e a vontade que ele tinha de voltar ao Flamengo. Sem essa vontade dele, mesmo que tenhamos pujança financeira para lutar com alguns clubes europeus, não daria."
O dirigente confessou que é "muito difícil" reforçar o Flamengo, devido à qualidade do elenco, e que mesmo para repor algumas peças, não é fácil. "Sabíamos que a contratação de um jogador desse tipo inviabilizaria uma ou duas contratações que nós tínhamos em mente. O fato de ter sido o Paquetá, que pode fazer quatro ou cinco posições, fez com que decidíssemos avançar por essa contratação, porque, apesar de ter um impacto financeiro na janela, ela supriria as faltas que iríamos tentar resolver."
Próximos passos na janela
Após ter investido 42 milhões de euros (R$ 260 milhões) em Paquetá, Boto confessou que será difícil realizar compras da mesma magnitude. "Estamos atentos ao mercado. É óbvio que nossa disponibilidade financeira agora é muito pequena para esta janela, mas aparecendo uma oportunidade que nos satisfaça do ponto de vista desportivo, alguma posição que nós identificamos e podemos vir a precisar, estamos atentos e não quer dizer que até o fechamento da janela não possa entrar outro jogador", disse.
"Estávamos cientes de que seria um processo longo e ainda conseguimos esconder durante um tempo. A primeira pedida do West Ham foi de 60 milhões de euros (R$ 370 milhões) e, para a negociação ser rápida, ou pagávamos esse valor ou desistíamos dela. Criamos uma estratégia, com toda a colaboração do Paquetá, de tentar levar o valor para onde pudéssemos pagar sem prejudicar a saúde financeira do clube. Demorou mais de um mês, teve alguns recuos e avanços, e tenho que destacar o papel do Paquetá no meio disso tudo, e a vontade que ele tinha de voltar ao Flamengo. Sem essa vontade dele, mesmo que tenhamos pujança financeira para lutar com alguns clubes europeus, não daria."
O dirigente confessou que é "muito difícil" reforçar o Flamengo, devido à qualidade do elenco, e que mesmo para repor algumas peças, não é fácil. "Sabíamos que a contratação de um jogador desse tipo inviabilizaria uma ou duas contratações que nós tínhamos em mente. O fato de ter sido o Paquetá, que pode fazer quatro ou cinco posições, fez com que decidíssemos avançar por essa contratação, porque, apesar de ter um impacto financeiro na janela, ela supriria as faltas que iríamos tentar resolver."
Próximos passos na janela
Após ter investido 42 milhões de euros (R$ 260 milhões) em Paquetá, Boto confessou que será difícil realizar compras da mesma magnitude. "Estamos atentos ao mercado. É óbvio que nossa disponibilidade financeira agora é muito pequena para esta janela, mas aparecendo uma oportunidade que nos satisfaça do ponto de vista desportivo, alguma posição que nós identificamos e podemos vir a precisar, estamos atentos e não quer dizer que até o fechamento da janela não possa entrar outro jogador", disse.
"Mas não esperem que nós vamos gastar valores altos depois de uma contratação dessa e, quando digo valores altos, é 10, 12 (milhões de euros)", concluiu.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.