Publicado 20/03/2026 14:45
Rio - Antigo vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz fez duras críticas pela maneira como foi conduzida a demissão do técnico Filipe Luís. Em participação no programa "Bola da Vez", da ESPN, o ex-dirigente rubro-negro revelou que a decisão teria partido de um incômodo antigo do atual presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, com o treinador.
Publicidade "Já era um desconforto enorme para a diretoria ter um técnico com o 'carimbo' da gestão anterior", revelou o ex-dirigente, alegando que o fato de Filipe Luís ter sido contratado pela gestão do presidente anterior, Rodolfo Landim, teria desagradado Bap desde sua chegada à presidência em janeiro de 2025 e teria minado a permanência do treinador no Mais Querido.
Na mesma entrevista, ao ser questionado sobre a forma como Filipe Luís foi demitido, Marcos Braz fez duras críticas sobre o processo. O ex-dirigente, que trabalhou no Flamengo entre 2019 e 2024, acredita que o desligamento poderia ter ocorrido de maneira diferente e não após um 8 a 0 sobre o Madureira, pela semifinal do Campeonato Carioca.
"Então eu acho que um jogador que teve a história dele no futebol, que veio dando certo. Talvez, eu acho que foi uma situação que não deveria ou precisaria ser tomada nesse momento (...) O quanto é um direito do presidente mandar um técnico embora, um funcionário embora, eu acho que a gente não pode refutar. Talvez, (a demissão) poderia ter sido construída de uma maneira diferente", afirmou.
Dando sequência ao comentário, Braz lembrou a demissão de Rogério Ceni em 2021, dentro de seu mandato, que também foi consolidada de madrugada. O ex-dirigente contou que foi à casa do treinador às 2h da manhã para comunicá-lo, pois havia um treinamento marcado às 8h do dia seguinte: "Eu não queria deixar ele dar o treino para, depois, fazer o que já estava decidido", explicou.
Marcos Braz se despediu do Flamengo no fim de 2024, após a conquista de duas Libertadores (2019 e 2022), dois Brasileiros (2019 e 2020) e uma Copa do Brasil (2022), sem contar o Brasileirão vencido no seu mandato anterior, em 2009. O dirigente foi anunciado pelo Remo como executivo de futebol em maio de 2025 e deixou o clube em janeiro deste ano, após o acesso para a Série A.
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