Bandeira do FlamengoDivulgação/ Flamengo
Publicado 27/08/2026 22:13 | Atualizado 27/08/2026 22:57
Rio - O Flamengo emitiu um comunicado na noite desta quinta-feira (27) após a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) iniciar uma investigação sobre a venda da SAF do Vasco. O Rubro-Negro afirmou que "considera a decisão relevante".
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"A medida reforça preocupação que o Flamengo vem manifestando e que está prevista no Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), em vigor desde janeiro de 2026: a necessidade de assegurar a independência dos clubes, a integridade das competições e a aplicação efetiva das regras de Fair Play Financeiro", diz um trecho da nota do clube.
A Anresf definiu que o Cruz-Maltino está proibido de captar novos empréstimos com a Crefisa e manter relações com o Palmeiras. A proibição em questão abrange qualquer vínculo comercial entre as instituições.
Esta é uma medida cautelar integrada à abertura de um procedimento para investigar se há conflito de interesses na venda da SAF do Vasco ao empresário Marcos Lamacchia. Ele é enteado da atual presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
"O tema não se restringe aos clubes envolvidos, devendo ser compreendido por todos. A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva, deprime o valor de mercado de ativos em recuperação, distorce a disputa esportiva em curso e cria precedente de risco sistêmico para a integridade das competições e para o mercado de SAFs no país", diz outro trecho.

Veja a nota do Rubro-Negro

O Clube de Regatas do Flamengo considera relevante a decisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de instaurar procedimento formal para avaliar eventual conflito de interesses na possível aquisição da SAF do Vasco da Gama por grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia.

A medida reforça preocupação que o Flamengo vem manifestando e que está prevista no Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), em vigor desde janeiro de 2026: a necessidade de assegurar a independência dos clubes, a integridade das competições e a aplicação efetiva das regras de Fair Play Financeiro.

O tema não se restringe aos clubes envolvidos, devendo ser compreendido por todos. A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva, deprime o valor de mercado de ativos em recuperação, distorce a disputa esportiva em curso e cria precedente de risco sistêmico para a integridade das competições e para o mercado de SAFs no país.

O Flamengo considera importante também a adoção de medidas cautelares durante a análise e entende que, para serem plenamente eficazes, elas devem alcançar todas as partes relacionadas aos envolvidos na operação, incluindo empresas controladas direta ou indiretamente pelos mesmos grupos econômicos, como a Placar Linhas Aéreas.

O Flamengo confia na atuação serena, equilibrada e independente da ANRESF e considera que o caso representa importante teste para o novo sistema regulatório do futebol brasileiro e para a construção de um ambiente de maior governança, equilíbrio competitivo e segurança institucional.
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