Ignácio oferece mais segurança na bola aérea Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Publicado 23/07/2026 07:00 | Atualizado 24/07/2026 16:01
As lesões de Millán e Jemmes obrigaram Luis Zubeldía a remontar a defesa do Fluminense para os próximos duelos, que já começam no domingo, contra o Grêmio, às 18h30, na Arena do Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro. A situação poderia ser ainda mais delicada, mas o Tricolor conseguiu regularizar Thiago Silva junto à CBF, e o ídolo estará à disposição. Agora, a principal dúvida da comissão técnica é definir quem será o parceiro do camisa 3: Freytes ou Ignácio.

Os números mostram um cenário equilibrado, mas com características diferentes. Freytes disputou 33 partidas pelo Flu ao lado do Monstro, com 18 vitórias, seis empates e nove derrotas, aproveitamento de 60,6%, maior que o de Ignácio, mas a equipe sofreu 26 gols nesses jogos, média de 0,79 por partida.
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Freytes é a outra opção, e entrega mais qualidade na saída de bola - Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Freytes é a outra opção, e entrega mais qualidade na saída de bolaMarcelo Gonçalves / Fluminense FC


Ignácio, por outro lado, atuou apenas seis vezes com Thiago. Foram uma vitória, três empates e duas derrotas, com aproveitamento de 33,3% e média de apenas 0,67 gol sofrido por jogo, mas com pontuação baixíssima. Embora a amostragem seja pequena, reforça a impressão de um defensor mais consistente.
Apesar disso, a principal diferença entre os dois está no estilo de jogo. Freytes oferece uma saída de bola mais qualificada, invertendo o jogo para o ponta direita ou quebrando linhas de marcação adversária com passes rasteiros encontrando os meias entre os setores. Já Ignácio entrega uma característica que o Fluminense sente falta há meses: maior imposição física. Mais alto e forte, costuma vencer mais disputas aéreas e duelos físicos, justamente o fundamento que mais castigou o Tricolor ao longo do ano.
A pressão da torcida sobre Freytes também pesa na disputa. Embora tenha sido titular durante boa parte da temporada e mantenha bom entendimento com Thiago Silva, o argentino acumulou erros individuais em momentos decisivos. O exemplo mais marcante aconteceu na semifinal da Copa do Brasil. No lance que definiu a classificação do Vasco, Vegetti subiu com facilidade sobre Freytes e marcou, de cabeça, o gol da virada Cruz-Maltina.

Existe ainda uma terceira alternativa. Thiago Silva, Freytes e Ignácio já atuaram juntos em três partidas: contra Al-Hilal, Inter de Milão e Flamengo, somando uma vitória e duas derrotas, com três gols sofridos, média de 1 por jogo. A formação se mostrou sólida durante o Mundial de Clubes, mas perdeu força pelo aumento das opções ofensivas. Com Lucho Acosta, Savarino, John Kennedy e Hulk brigando por espaço, abrir mão de um atacante para utilizar três zagueiros parece pouco provável neste momento.
 
*Estagiário sob a supervisão de Danillo Pedrosa
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