Publicado 06/10/2026 21:10 | Atualizado 06/10/2026 21:11
O Fluminense já definiu como vai ocupar o espaço da camisa dedicado ao patrocinador máster. Sem poder exibir nenhum tipo de publicidade para casa de apostas por causa da Medida Provisória n. 1.394/2026, o Tricolor das Laranjeiras estampará a marca do site de estatística "Superscore" no uniforme, nesta quinta-feira (8), às 21h30 (de Brasília), contra o Coritiba, no Maracanã, pela 29ª rodada do Brasileirão.
Publicidade A plataforma é um aplicativo de inteligência esportiva, gratuito e dedicado exclusivamente a reunir dados e estatísticas avançadas de futebol em tempo real. A marca é uma parceira global da "Superbet", a casa de aposta patrocinadora máster do Fluminense, mas não exibe nenhum tipo de publicidade, odds ou sugestões de apostas, além de não promover, de qualquer forma, atividades de apostas de quota fixa.
O Fluminense tem um acordo com a Superbet até o fim de 2029, com valor anual de R$ 53 milhões fixos. O contrato prevê bônus por meta que podem render até R$ 86 milhões aos tricolores. Devido a Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro de 2026, o clube fez uma adequação, preservando o contrato firmado com os investidores.
A Medida Provisória nº 1.394/2026 proíbe em todo o território nacional a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa (as chamadas bets), abrangendo tanto apostas esportivas quanto jogos de cassino online em ambientes físicos e virtuais. Os clubes tinham até às 23h59 (de Brasília) do dia 5 de outubro para retirar qualquer alusão dos uniformes.
Os sites e aplicativos de apostas começaram a ficar indisponíveis e sair do ar no Brasil a partir desta terça-feira (6). O prazo para os apostadores resgatarem voluntariamente seus dinheiros diretamente nas plataformas encerrou-se às 23h59 desta última segunda (5). Entre 9 e 14 de outubro de 2026, os saldos que não foram retirados a tempo serão devolvidos aos titulares por meio dos bancos operadores.
Os clubes brasileiros tentam reverter ou suavizar os impactos da Medida Provisória. Flamengo, Botafogo, Fluminense, São Paulo e outros clubes entraram com uma liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguardam a decisão do ministro Luiz Fux. Os clubes argumentam que a suspensão abrupta fere o princípio da segurança jurídica e pedem um período de transição para cumprir os calendários comerciais e esportivos.
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