Comunidades enfrentam dificuldades para coordenar os resgates devido à escassez de recursosAFP

O governo militar de Mianmar informou, neste domingo (30), que o número de mortos no terremoto que atingiu o país subiu para 1,7 mil. Os feridos passam de 3,4 mil e há mais de 300 desaparecidos. Com uma magnitude de 7,7, o tremor, um dos mais intensos do século, levou os hospitais do país ao limite. Enquanto equipes internacionais de ajuda humanitária começam a chegar, algumas comunidades enfrentam dificuldades para coordenar os resgates devido à escassez de recursos.
O Serviço Geológico dos EUA estima que o número de mortos poderá chegar a dez mil, além das perdas financeiras quem poderão ultrapassar a produção econômica anual do país.
O epicentro do tremor foi registrado nesta sexta-feira (28), na região central de Sagaing, próximo à antiga capital real, Mandalay, que abriga cerca de 1,5 milhão de habitantes, além de diversos templos históricos e palácios. As áreas mais próximas ao epicentro estão praticamente isoladas devido à destruição de uma ponte crucial sobre o rio Irrawaddy, segundo autoridades locais.
"Com as pontes destruídas, até mesmo a ajuda vinda de Mandalay está tendo dificuldades para chegar", comentou a Sagaing Federal Unit Hluttaw, uma associação política ligada ao Governo de Unidade Nacional, no Facebook. "Alimentos e remédios estão indisponíveis, e o número crescente de vítimas está sobrecarregando o pequeno hospital local, que não tem capacidade para tratar todos os pacientes."
Já na Tailândia, as autoridades confirmaram a morte de 18 pessoas após o colapso de um arranha-céu em construção na capital, Bangkok. Pelo menos 76 indivíduos seguem presos sob os destroços do edifício. As buscas entraram no terceiro dia, com drones e cães farejadores sendo utilizados para localizar sobreviventes.