Índia e Paquistão disputam território da Caxemira desde 1947AFP
Conflito entre Índia e Paquistão deixa dezenas de mortos
Os dois países disputam a região de Caxemira
O conflito entre Índia e Paquistão ficou ainda mais tenso nesta quarta-feira (7) com bombardeios das forças de Nova Délhi contra o país vizinho e uma troca de disparos de artilharia na disputada região da Caxemira, um conflito que deixou 26 mortos do lado paquistanês e 12 do lado indiano.
A Índia anunciou a destruição de "nove acampamentos terroristas" em território paquistanês.
O Paquistão afirmou que derrubou cinco aviões de combate da Índia e denunciou as mortes de 26 civis inocentes, incluindo duas crianças, no bombardeio indiano.
Nova Délhi informou que pelo menos 12 pessoas morreram e 38 ficaram feridas na localidade indiana de Poonch devido aos disparos da artilharia paquistanesa.
Um porta-voz do Exército paquistanês anunciou o balanço de 26 mortos em um bombardeio indiano.
Em meio à violência, o Comitê de Segurança Nacional do Paquistão pediu à comunidade internacional que reconheça "a gravidade das ações ilegais e injustificáveis da Índia e a responsabilize" pela violação do direito internacional.
As hostilidades entre as duas potências nucleares aumentaram após um atentado em 22 de abril na parte indiana da Caxemira que provocou 26 mortos. Nova Délhi responsabiliza Islamabad pela ação, mas o Paquistão nega.
A Caxemira é uma região de maioria muçulmana dividida entre a Índia e o Paquistão, disputada pelos dois países desde que se tornaram independentes do Reino Unido em 1947.
O atentado foi seguido por dias de trocas de disparos com armas leves na fronteira de fato entre os países e ameaças de uma ação militar indiana como retaliação.
Na madrugada de quarta-feira, o governo indiano anunciou "ataques aéreos de precisão" na Caxemira paquistanesa e no estado fronteiriço de Punjab.
A ação destruiu "nove acampamentos terroristas", segundo a Índia.
O porta-voz do Exército paquistanês, Ahmed Chaudhry, disse que o bombardeio deixou 26 mortos e denunciou um ataque que danificou gravemente a represa e a usina hidrelétrica de Neelum-Jhelum, na Caxemira paquistanesa.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, acusou o primeiro-ministro indiano, o nacionalista hindu Narendra Modi, de efetuar os ataques para "impulsionar" sua popularidade interna e afirmou que o Paquistão já respondeu aos ataques.
"A retaliação já começou", disse à AFP. "Não vamos demorar para igualar o placar", advertiu.
O porta-voz militar Chaudhry afirmou que as forças paquistanesas derrubaram cinco aviões de combate indianos e um drone no espaço aéreo da Índia.

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