Momento que o quadro é posicionado em uma parede do LouvreReprodução / Instagram

Os influenciadores belgas Neal e Senne penduraram um retrato deles mesmos próximo ao quadro da Mona Lisa, após burlarem a segurança do Museu do Louvre, em Paris, França. A dupla publicou o vídeo do desafio nas redes sociais, e o registro logo viralizou.
Em entrevista ao canal francês "BFMTV", eles deram detalhes de como passaram pela revista. "Sabíamos que a segurança seria rigorosa, então fizemos uma moldura de Lego para poder desmontá-la e montá-la novamente por dentro. Todas essas peças colocamos em uma sacola de compras", disse Senne.
Então, por volta das 17h30 da última sexta-feira (14), eles entraram, caminharam pelos corredores e prenderam o quadro na parede. A dupla acumula mais de 49 mil seguidores no TikTok.
O Louvre afirmou, através de comunicado, que o retrato foi visto e retirado em menos de três minutos. No entanto, os influenciadores receberam um comentário de um seguidor afirmando que no dia seguinte, a obra ainda estava lá.
O estabelecimento ainda declarou que nenhum dos objetos que estavam com os TikTokers era proibido pelo regulamento, e, portanto, não poderia justificar uma proibição na entrada.
"Eles montaram a moldura e fixaram a folha após passarem pela segurança. Tentaram colá-la perto da Mona Lisa, mas, ao perceberem que a vigilância tornava isso impossível, colaram o quadro no vestíbulo, em poucos segundos, em um espaço vazio da parede", relatou o museu.
Roubo 
O desafio aconteceu quase um mês após a invasão ao Louvre, no último dia 19 de outubro, com o auxílio de um guindaste instalado em via pública. Na ocasião, bandidos encapuzados roubaram joias da galeria de Apolo, onde estão expostas peças históricas do acervo francês.
Em 1º de novembro, duas pessoas foram indiciadas pelo crime. Um deles é um argelino de 34 anos residente na França, cujo DNA foi encontrado em uma das motocicletas usadas na fuga, enquanto o outro é um taxista sem licença, de 39 anos, do subúrbio de Aubervilliers, ao norte de Paris. Eles admitiram "parcialmente as acusações", declarou a promotora de Paris, Laure Beccuau.