Renee Nicole Good tinha 37 anosReprodução / Redes sociais
Publicado 08/01/2026 11:49 | Atualizado 08/01/2026 11:50
Renee Nicole Good, de 37 anos, foi morta a tiros por um agente de imigração em Mineápolis, Estados Unidos, nesta quarta-feira (7). As autoridades afirmam que ela tentou atropelar policiais que realizavam "operações seletivas" na região. O presidente norte-americano Donald Trump chegou a classificá-la como uma "terrorista doméstica".
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De acordo com a "BBC", a mulher era uma poetisa premiada e tocava violão como passatempo. Mãe de três filhos, ela havia se mudado à cidade recentemente. Familiares a descreveram, à imprensa local, como uma pessoa gentil, amorosa e um "ser humano incrível".
Um dos filhos de Renee, sob condição de anonimato, afirmou que Good era uma cristã devota, tendo participado de missões juvenis na Irlanda do Norte quando era mais jovem. Ela também apresentava um podcast com seu ex-marido, que morreu em 2023, e teve trabalhos como auxiliar de clínica odontológica e em uma cooperativa de crédito.
Uma campanha de arrecadação on-line criada para a família dela, com meta inicial de 50 mil dólares (cerca de R$ 269 mil), coletou mais de 350 mil dólares (R$ 1,88 milhão) em apenas 10 horas.
Veja o vídeo da morte dela:
Protestos pelo país
Milhares de manifestantes foram às ruas dos Estados Unidos protestar pela morte de Renee. Em Nova York, cerca de 400 pessoas se reuniram em frente a um escritório regional do Serviço de Imigração e Aduanas (ICE, na sigla em inglês), no sul de Manhattan. Também houve registros de protestos em outras cidades, como Miami e Nova Orleans.
Já em Mineápolis, onde ocorreu o incidente, milhares de manifestantes tomaram as ruas geladas, carregando cartazes com os dizeres "ICE (abreviação em inglês para Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) fora de MPLS", uma sigla comum para se referir à cidade.
Os agentes federais do ICE estiveram na linha de frente da campanha de deportação de imigrantes do governo Trump, apesar das objeções das autoridades locais.
* Com informações do Estadão Conteúdo e da AFP
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