Dominguinhos do Estácio sofreu uma hemorragia cerebralDivulgação
Por O Dia
Publicado 31/05/2021 06:48 | Atualizado 31/05/2021 13:15
Rio - Morreu na noite de domingo (30) o intérprete e compositor Dominguinhos do Estácio, aos 79 anos. Domingos da Costa Ferreira estava internado desde o dia 11 de maio, no Hospital Azevedo Lima, em Niterói, após sofrer uma hemorragia cerebral. O artista precisou ser intubado no último dia 20 e faleceu às 21h43 deste domingo. O compositor e intérprete de samba-enredo completaria 80 anos em agosto.
A conta de Dominguinhos no Instagram comunicou a morte. "É com muita tristeza que viemos através dessa rede social comunicar o falecimento do nosso querido mestre, Dominguinhos do Estácio. O mesmo seguia internado desde o dia 11 de maio em decorrência de complicações em seu quadro de saúde e na noite do dia 30 o cantor e intérprete Dominguinhos do Estácio veio a óbito. Que nossa senhora de Nazaré o receba de braços abertos. Desejamos nossos pêsames a todos os amigos e familiares", diz a publicação.
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Dominguinhos do Estácio sofreu um infarto em 2020 após o desfile da Viradouro, do qual participava na ala da direção da escola.
Dominguinhos do Estácio iniciou sua carreira na década de 1960, ainda na Unidos de São Carlos, no Estácio. A escola passou a se chamar Estácio de Sá, em 1983. O sobrenome artístico se refere ao local em que Dominguinhos vivia e iniciou sua carreira no Carnaval, até receber a primeira oportunidade como intérprete oficial nos anos 1970. Veio em 1975 o antológico samba "Festa do Círio de Nazaré", de sua autoria, pela Estácio. O compositor era devoto de Nossa Senhora de Nazaré.
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O talento do intérprete e compositor do São Carlos chamou a atenção do presidente da escola de Ramos Imperatriz Leopoldinense. Luizinho Drumond levu Dominguinhos para a Imperatriz em 1978, com quem a escola ganhou seus primeiros Carnavais. Ao todo, o compositor e intérprete ganhou cinco campeonatos:
1980 - O que é que a Bahia tem (Imperatriz Leopoldinense).
1981 - O teu cabelo não nega (Imperatriz Leopoldinense).
1989 - "Liberdade, liberda, abre as asas sobre nós. (Imperatriz Leopoldinense).
1992 - Paulicèia desvairada - 70 anos do modernismo (Estácio de Sá).
1997 - Trevas! Luz! Explosão do universo (Unidos do Viradouro).
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Na Viradouro, escola de Niterói, Dominguinhos foi intérprete oficial por onze carnavais. A vermelho e branco lamentou a morte do artista. "Sua voz inconfundível e seu carisma cativaram nossa comunidade, criando uma relação única e especial, que ficará para sempre na história do samba e da Viradouro. É com imenso pesar que a Viradouro se despede hoje de um dos maiores intérpretes do carnaval. Descanse em paz, Dominguinhos", disse em nota divulgada.
Dominguinhos também passou pela Grande Rio, onde foi voz oficial em 1990.
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Nascido no Morro de São Carlos, no local denominado de Terreiro Grande, no dia 4 de agosto de 1941, segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira, Dominguinhos iniciou a carreira como ritmista do bloco carnavalesco Bafo da Onça, logo depois integrou o grupo Exporta Samba.
A cantora e compositora Leci Brandão disse que Dominguinhos tinha uma das vozes mais bonitas do Carnaval. "Recebemos a triste notícia que Dominguinhos do Estácio faleceu.
Não posso deixar de falar do carinho dele comigo. Sempre nos desfiles, quando eu fazia os comentários na TV, ele citava o meu nome na avenida.Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs", escreveu Leci em sua conta no Twitter.
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Neguinho da Beija-Flor também lamentou a morte do amigo. "Meu Deus, mais um amigo se foi! Dominguinhos do Estácio foi um dos que me viu chegar no mundo do Samba e se tornou um grande amigo e conselheiro. Meus sentimentos aos familiares!", escreveu.
Dominguinhos deixa cinco filhos. O sepultamento está marcado para as 16h desta segunda-feira (31) no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, Região Central do Rio.
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