Publicado 14/03/2022 06:18 | Atualizado 14/03/2022 14:00
Rio - Passageiros enfrentaram intervalos irregulares dos trens, na manhã desta segunda-feira, por causa do furto de cabos de sinalização. De acordo com a SuperVia, as composições operaram com intervalos ampliados no trecho Central-Gramacho, do ramal Saracuruna, devido à necessidade de aumento da distância entre os trens por medida de segurança. A circulação já foi normalizada.
Segundo a concessionária, alguns maquinistas precisaram aguardar ordem de circulação. Os clientes estão sendo informados sobre a normalização pelos canais de comunicação da SuperVia.
CPI dos Trens
Os secretários estaduais de Transportes, André Luiz Nahass; de Fazenda, Nelson Rocha; e de Planejamento, José Luís Zamith, além do presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), Murilo Leal, foram convocados para explicar o aumento previsto pela SuperVia da tarifa ferroviária de R$ 5 para R$ 7 no dia 21 de março.
A CPI dos Trens/SuperVia tem como o deputado-relator Waldeck Carneiro (PT), com presidência da deputada Lucinha (PSDB). O objetivo da CPI é investigar denúncias; apurar Interrupções nos serviços dos trens suburbanos, os atrasos entre os horários de chegadas e partidas, a superlotação das composições, a duração das viagens, a acessibilidade das estações, a construção de banheiros; analisar as condições de trabalho dos funcionários, dos trens e das estações; cobrar o retorno do ramal Santa Cruz–Central do Brasil; e trazer à tona os danos sofridos pelos usuários relacionados a má prestação do serviço da concessionária de transporte ferroviário no Estado do Rio de Janeiro (Supervia).
Segundo Waldeck, a tarifa é uma questão central do modal. "O indexador sobre as passagens é atrelado ao dólar. Não se pode sustentar os trens apenas com receitas tarifárias. É preciso encontrar outras alternativas, pois senão será sempre o usuário a responder pela necessidade de aumento dos valores", afirmou o deputado.
Segundo Waldeck, a tarifa é uma questão central do modal. "O indexador sobre as passagens é atrelado ao dólar. Não se pode sustentar os trens apenas com receitas tarifárias. É preciso encontrar outras alternativas, pois senão será sempre o usuário a responder pela necessidade de aumento dos valores", afirmou o deputado.
Balanço de furtos
Desde o início do ano, criminosos já levaram mais de 10 mil metros de cabeamento do sistema de trens. De acordo com a SuperVia, em janeiro e fevereiro foram registradas 220 ocorrências de furto de cabos, o que representa um aumento de 268% em relação ao mesmo período de 2021. O custo com os reparos já soma R$ 440,2 mil. Além disso, 491 viagens foram canceladas ou interrompidas por conta da falta do equipamento.
A fim de coibir crimes contra o sistema ferroviário, o governo do Estado criou, em setembro, uma Força-Tarefa que atua em apoio à SuperVia. Todas as ocorrências são comunicadas às autoridades policiais. Os furto de cabos que causam interrupção de circulação são registrados na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Já os que não atrapalham a circulação dos trens são levados às delegacias locais.
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