Publicado 25/03/2022 19:00 | Atualizado 25/03/2022 19:19
Rio - A Polícia Civil representou pela prisão preventiva da major PM Fabiana Pereira Ribeiro, 41 anos, mas a Justiça acatou a manifestação do Ministério Público que foi contrário ao cerceamento da liberdade da oficial. Assim, por enquanto, ela irá responder o processo em liberdade.
O crime ocorreu na manhã do dia 28 de fevereiro, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, na residência onde o casal morava com os dois filhos de 3 e 8 anos de idade. Inicialmente, a oficial acionou a polícia e disse que seu marido havia cometido suicídio, com uma pistola. A ligação ocorreu por volta das 6 horas da manhã.

No entanto, a perícia apontou alguns indícios de que a morte poderia ser suspeita: a vítima estava deitada de lado na cama e coberta com um edredom. Além disso, a falta de manchas de sangue nas mãos da vítima, que teoricamente teria feito um disparo à queima-roupa na cabeça, foi um outro forte vestígio que negava a versão de suicídio.
Cinco dias depois do crime, a major procurou a delegacia e realizou um segundo depoimento. Nele, ela mudou a versão: disse que sofria violência doméstica e que cometera o crime pois tinha medo de morrer.
Fuzil e tablet apreendidos
A decisão da negativa da prisão foi tomada pelo juiz Alexandre Abrahão, da 3ª Vara Criminal da Capital, no dia 16 de março. O magistrado, no entanto, deferiu os pedidos de apreensão de um fuzil, tablet e telefone celular da oficial para a perícia.
A investigação segue na 37ªDP (Ilha do Governador) e o caso está sob sigilo.
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