O casal foi preso nesta sexta-feira (30) por agentes da 42ªDP (Recreio dos Bandeirantes)Reprodução
Segundo os agentes, a criança deu entrada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no último sábado (24), com lesão encefálica, fraturas, crises convulsivas, perda de consciência, pupilas dilatadas e pálida.
A mãe, que levou a menina à unidade de saúde, inicialmente negou ter agredido a bebê.
Durante a investigação, a equipe responsável pelo caso descobriu que, há quarenta dias, Allan se envolveu em uma tentativa de furto e foi conduzido à 36ª DP (Santa Cruz). Naquela ocasião, ele confessou o crime e permitiu que PMs vissem seu celular.
No aparelho, havia um vídeo em que ele agride a filha e uma fotografia em que a bebê está com um tablete de maconha prensada na boca, colocado pelo próprio pai.
A Polícia Civil, então, ouviu novamente a mãe e os avós paternos e maternos. Maria Eduarda se contradisse e começou a levantar suspeitas contra o companheiro, dizendo que a filha chorava muito quando o pai ia colocá-la para dormir e que Allan fechava a porta para não ser observado.
Interrogado, Allan negou qualquer tipo de agressão e, depois, desmentiu a versão apresentada pela mãe, afirmando que Maria Eduarda passava a maior parte do tempo com a bebê. Os avós, no entanto, afirmaram que o casal costumava agredir a neta frequentemente.
A criança continua internada em estado grave. O delegado Neilson dos Santos Nogueira, responsável pelo caso, fez um apelo para a denúncia de violência infantil. "Não se calem, denunciem. Se tivessem denunciado quando ocorreram as primeiras agressões, a vítima poderia ter um destino diferente", disse.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.