O casal foi preso nesta sexta-feira (30) por agentes da 42ªDP (Recreio dos Bandeirantes)Reprodução

Rio - Policiais da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) prenderam, nesta sexta-feira (30) um casal suspeito de agredir e torturar a própria filha de apenas quatro meses. De acordo com o depoimento dos avós maternos e paternos da vítima, Maria Eduarda Felizardo da Silva e Allan Torres de Oliveira, ambos de 18 anos, não suportavam as crises de choro da bebê e a tratavam com violência, intensificado as agressões na última semana.

Segundo os agentes, a criança deu entrada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no último sábado (24), com lesão encefálica, fraturas, crises convulsivas, perda de consciência, pupilas dilatadas e pálida.

A mãe, que levou a menina à unidade de saúde, inicialmente negou ter agredido a bebê.
O casal foi preso nesta sexta-feira (30) por agentes da 42ªDP (Recreio dos Bandeirantes) - Reprodução
O casal foi preso nesta sexta-feira (30) por agentes da 42ªDP (Recreio dos Bandeirantes)Reprodução


Durante a investigação, a equipe responsável pelo caso descobriu que, há quarenta dias, Allan se envolveu em uma tentativa de furto e foi conduzido à 36ª DP (Santa Cruz). Naquela ocasião, ele confessou o crime e permitiu que PMs vissem seu celular.

No aparelho, havia um vídeo em que ele agride a filha e uma fotografia em que a bebê está com um tablete de maconha prensada na boca, colocado pelo próprio pai.

A Polícia Civil, então, ouviu novamente a mãe e os avós paternos e maternos. Maria Eduarda se contradisse e começou a levantar suspeitas contra o companheiro, dizendo que a filha chorava muito quando o pai ia colocá-la para dormir e que Allan fechava a porta para não ser observado.

Interrogado, Allan negou qualquer tipo de agressão e, depois, desmentiu a versão apresentada pela mãe, afirmando que Maria Eduarda passava a maior parte do tempo com a bebê. Os avós, no entanto, afirmaram que o casal costumava agredir a neta frequentemente. 
Maria Eduarda, com medo de ser descoberta e perder a guarda da filha, adiou por dois dias o socorro, feito pelo avô paterno.

A criança continua internada em estado grave. O delegado Neilson dos Santos Nogueira, responsável pelo caso, fez um apelo para a denúncia de violência infantil. "Não se calem, denunciem. Se tivessem denunciado quando ocorreram as primeiras agressões, a vítima poderia ter um destino diferente", disse.