Publicado 15/09/2023 10:24
Rio - Na tarde desta sexta-feira (15), a Justiça do Rio vai ouvir os depoimentos das últimas testemunhas e dos três réus no processo que julga a morte de Moïse Kabagambe, de 24 anos. A sessão é a terceira realizada na primeira fase do júri. O congolês foi espancado até a morte por após uma discussão em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, onde trabalhava, em janeiro do ano passado.
Após o recolhimento de todos os depoimentos, a expectativa é de que a juíza decida se os réus vão a júri popular. Fábio Pirineus da Silva, o Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove; e Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota, estão presos preventivamente desde a morte de Moïse e respondem por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
De acordo com a polícia, Fábio assumiu ter dado pauladas na vítima, já Cristiano confessou ter participado das agressões, enquanto Brendon aparece nas filmagens imobilizando o congolês no chão.
As audiências de instrução e julgamento estão sendo realizadas desde o dia 7 de julho, na 1ª Vara Criminal. Na última sessão, foram ouvidas três pessoas. O primeiro a prestar depoimento foi Maicon Rodrigues Gomes, que contou que trabalhava nos quiosques da praia como freelancer e que conheceu a vítima na semana do crime. A testemunha disse que Moïse estaria há três dias ficando pela praia e consumindo bebida alcoólica e que chegou a oferecer dinheiro ao congolês para que ele fosse para casa descansar. A testemunha afirmou ainda que a vítima estava tentando pegar cerveja e que Jailton Pereira Campos, conhecido como 'Baixinho', estava tomando conta do cooler e não permitia.
Após o recolhimento de todos os depoimentos, a expectativa é de que a juíza decida se os réus vão a júri popular. Fábio Pirineus da Silva, o Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove; e Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota, estão presos preventivamente desde a morte de Moïse e respondem por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
De acordo com a polícia, Fábio assumiu ter dado pauladas na vítima, já Cristiano confessou ter participado das agressões, enquanto Brendon aparece nas filmagens imobilizando o congolês no chão.
As audiências de instrução e julgamento estão sendo realizadas desde o dia 7 de julho, na 1ª Vara Criminal. Na última sessão, foram ouvidas três pessoas. O primeiro a prestar depoimento foi Maicon Rodrigues Gomes, que contou que trabalhava nos quiosques da praia como freelancer e que conheceu a vítima na semana do crime. A testemunha disse que Moïse estaria há três dias ficando pela praia e consumindo bebida alcoólica e que chegou a oferecer dinheiro ao congolês para que ele fosse para casa descansar. A testemunha afirmou ainda que a vítima estava tentando pegar cerveja e que Jailton Pereira Campos, conhecido como 'Baixinho', estava tomando conta do cooler e não permitia.
Na primeira audiência, a mãe de Moïse, a comerciante Lotsove Lolo Lavy Ivone, foi ouvida. Durante depoimento, ela contou que soube do ocorrido na mesma noite, porém, quando chegou ao quiosque Tropicália, onde aconteceu o crime, o corpo de Moïse já havia sido levado para o IML. A mulher ainda chorou e pediu justiça pelo filho que, segundo ela, foi morto "como se fosse uma cobra".
Relembre o caso
Moïse Kabagambe, 24 anos, trabalhava no quiosque Tropicália na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ele foi espancado e morto por Fábio Pirineus da Silva, Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca e Brendon Luz da Silva na noite do último dia 24 de janeiro. Os três homens agrediram o jovem com socos e chutes, golpes de taco de beisebol e pauladas.
O motivo, de acordo com relatos colhidos pela Polícia Civil, foi um desentendimento após Moïse cobrar valores de duas diárias de trabalho no quiosque.
O crime gerou grande comoção com repercussão nacional e internacional, protestos e até relatos de ameaças de familiares do jovem congolês que chegaram a dizer que teriam sido inibidos ao ir até o local onde fica o quiosque para protestar e mostrar a indignação pelo assassinato brutal de Moïse.
Organizações de Defesa dos Direitos Humanos, grupos antirracistas e outras entidades de grande importância, bem como artistas e autoridades foram às redes sociais protestar contra o crime. O caso chamou a atenção das autoridades sobre condições de trabalho insalubres, maus tratos, abusos e não cumprimento de leis trabalhistas para com os imigrantes que moram no Rio.
Relembre o caso
Moïse Kabagambe, 24 anos, trabalhava no quiosque Tropicália na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ele foi espancado e morto por Fábio Pirineus da Silva, Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca e Brendon Luz da Silva na noite do último dia 24 de janeiro. Os três homens agrediram o jovem com socos e chutes, golpes de taco de beisebol e pauladas.
O motivo, de acordo com relatos colhidos pela Polícia Civil, foi um desentendimento após Moïse cobrar valores de duas diárias de trabalho no quiosque.
O crime gerou grande comoção com repercussão nacional e internacional, protestos e até relatos de ameaças de familiares do jovem congolês que chegaram a dizer que teriam sido inibidos ao ir até o local onde fica o quiosque para protestar e mostrar a indignação pelo assassinato brutal de Moïse.
Organizações de Defesa dos Direitos Humanos, grupos antirracistas e outras entidades de grande importância, bem como artistas e autoridades foram às redes sociais protestar contra o crime. O caso chamou a atenção das autoridades sobre condições de trabalho insalubres, maus tratos, abusos e não cumprimento de leis trabalhistas para com os imigrantes que moram no Rio.
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