Criminosos se apropriavam de terrenos e os transformavam em lixõesReprodução / TV Globo
Segundo a DPMA, mais de 2,7 mil vouchers foram comercializados para o despejo ilegal de resíduos sólidos. Ao menos nove empresas utilizaram o esquema, algumas delas já identificadas na primeira fase da Operação Expurgo, realizada no último dia 9, na Zona Portuária.
Ainda de acordo com a corporação, o grupo criminoso se apropriava de terrenos desocupados e tentava adulterar a documentação. As empresas controladas pela quadrilha solicitavam licenças ambientais com o argumento de que fariam apenas a terraplanagem dos locais. No entanto, a autorização era usada como fachada para transformá-los em grandes áreas de descarte irregular de lixo.
O trabalho dos suspeitos consistia em oferecer “pacotes” de descarte para outras companhias, através da venda de vouchers a preços reduzidos. O material era despejado em áreas próximas à Rodovia Rio-Magé, causando danos ao meio ambiente, riscos à saúde pública e contribuindo para alagamentos durante o período de chuvas.
A investigação, que contou com apoio de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), teve início após uma denúncia do Inea e do Comando de Polícia Ambiental (CPAM).

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