Dom Orani lembrou os momentos em que esteve com o papa no RioPedro Teixeira
“Nessa oportunidade, gostaria de dizer a nossa gratidão a ele pela vida, esses anos todos, que ele serviu à Igreja. A primeira visita internacional foi aqui no Rio de Janeiro, na Jornada do Dia da Juventude. Nessa mesma sala em que estamos agora, ele recebeu adolescentes em situação de vulnerabilidade. As lembranças que eu guardo, com muito carinho, foram as conversas com ele, tanto nas refeições quanto fazia a programação, me perguntando o que iria acontecer, com todo o carinho e a escuta. Outra questão era a sua preocupação com os pobres, os necessitados, a paz no mundo para que as guerras terminassem. Uma Igreja mais simples, mais próxima das pessoas”, relembrou.
“Vamos aguardar as orientações que chegam de Roma. Vamos pegar o primeiro voo possível para participar do velório, das exéquias do papa, o encontro entre os cardeais… A sucessão apostólica tem essa grande missão de levar adiante o que os antecessores fizeram, com orientações e doutrinas, e contribuir com as novas questões. O mundo muda, a cada momento, as transformações são enormes e se deve acompanhar as mudanças. Nunca participei de conclave, porque fui eleito cardeal pelo papa Francisco. Todos os cardeais brasileiros, que são 10, estão se mobilizando para conseguir o primeiro voo para Roma”, contou.
Os representantes brasileiros são: Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo; João Braz de Aviz, Bispo Emérito de Brasília; Sérgio da Rocha, Arcebispo de Salvador; Frei Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Manaus; Paulo Cezar Costa, Arcebispo de Brasília; Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre e Raymundo Damasceno Assis, da Arquidiocese de Aparecida, que tem mais de 80 anos e, por isso, não pode participar do conclave.
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