Publicado 23/07/2025 10:14
Rio - Após o laudo indicar gripe aviária em galinhas-d’Angola mortas no BioParque do Rio, 15 funcionários que tiveram contato direto com os animais estão sendo monitorados pelas secretarias de Saúde do estado e município. O espaço, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte, estava fechado desde a última quinta-feira (17) e será reaberto parcialmente nesta quinta-feira (24).
O monitoramento dos expostos ao vírus iniciou ainda na quinta (17) no plantão do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), com a identificação do local de residência para repassar as informações para as respectivas vigilâncias municipais. Essas pessoas serão monitoradas ao longo de 10 dias. A informação foi confirmada pela superintendente de Emergências em Saúde Pública da SES-RJ, Silvia Carvalho.
Casos de transmissão do vírus H5N1 para humanos são raros. Porém, se nesse período de monitoramento uma dessas pessoas apresentar algum sintoma respiratório, é aberto um protocolo de caso suspeito humano, e a pessoa é orientada a ficar em isolamento em sua própria residência. O material colhido é encaminhado ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e à Fiocruz para análise, de modo a verificar se há ou não a presença do vírus.
O resultado foi atestado por exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Campinas (SP).
Medidas de controle e monitoramento seguem intensificadas
No período em que ocorreu a suspeita, o BioParque foi interditado. A área da savana, onde estavam os animais doentes, permanecerá isolada e em quarentena por 14 dias. Durante esse período, os visitantes não terão acesso ao local. As demais áreas serão reabertas ao público.
A Secretaria de Estado de Agricultura, em conjunto com o Ministério da Agricultura e os responsáveis técnicos do parque, vem executando ações como o isolamento total da área afetada; monitoramento clínico de todas as aves; vistorias técnicas; rastreamento e controle de entrada e saída de materiais e pessoas.
Gripe Aviária
A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos, mas a rápida detecção e contenção são vitais para proteger a saúde animal, humana e a economia do setor.
"A Defesa Agropecuária, autoridade competente para a definição das medidas sanitárias cabíveis, está tratando com técnicos do Ministério da Agricultura, da Secretaria de Estado de Saúde e do BioParque para estabelecer as ações relacionadas à preservação saúde das aves existentes no local e segurança dos visitantes do Parque, possibilitando, em breve, o retorno da visitação, com restrição de áreas de acesso ao público", ressalta o superintendente de Defesa Agropecuária, Paulo Henrique Moraes.
PublicidadeO monitoramento dos expostos ao vírus iniciou ainda na quinta (17) no plantão do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), com a identificação do local de residência para repassar as informações para as respectivas vigilâncias municipais. Essas pessoas serão monitoradas ao longo de 10 dias. A informação foi confirmada pela superintendente de Emergências em Saúde Pública da SES-RJ, Silvia Carvalho.
Casos de transmissão do vírus H5N1 para humanos são raros. Porém, se nesse período de monitoramento uma dessas pessoas apresentar algum sintoma respiratório, é aberto um protocolo de caso suspeito humano, e a pessoa é orientada a ficar em isolamento em sua própria residência. O material colhido é encaminhado ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e à Fiocruz para análise, de modo a verificar se há ou não a presença do vírus.
O resultado foi atestado por exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Campinas (SP).
Medidas de controle e monitoramento seguem intensificadas
No período em que ocorreu a suspeita, o BioParque foi interditado. A área da savana, onde estavam os animais doentes, permanecerá isolada e em quarentena por 14 dias. Durante esse período, os visitantes não terão acesso ao local. As demais áreas serão reabertas ao público.
A Secretaria de Estado de Agricultura, em conjunto com o Ministério da Agricultura e os responsáveis técnicos do parque, vem executando ações como o isolamento total da área afetada; monitoramento clínico de todas as aves; vistorias técnicas; rastreamento e controle de entrada e saída de materiais e pessoas.
Gripe Aviária
A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos, mas a rápida detecção e contenção são vitais para proteger a saúde animal, humana e a economia do setor.
"A Defesa Agropecuária, autoridade competente para a definição das medidas sanitárias cabíveis, está tratando com técnicos do Ministério da Agricultura, da Secretaria de Estado de Saúde e do BioParque para estabelecer as ações relacionadas à preservação saúde das aves existentes no local e segurança dos visitantes do Parque, possibilitando, em breve, o retorno da visitação, com restrição de áreas de acesso ao público", ressalta o superintendente de Defesa Agropecuária, Paulo Henrique Moraes.
'Não é situação para se preocupar'
Ao DIA, o professor de sanidade avícola da Universidade Federal Fluminense (UFF), Thomas Salles, comentou o caso e afirmou que os cariocas não devem entrar em pânico com a presença do vírus no Rio. "Em 2022, 2023, tivemos casos de aves migratórias em que foram detectados o vírus da influenza. Teve o caso do zoológico de Brasília, e agora, aqui no Rio. Não é uma situação para se preocupar. Era, de certa forma, esperado. Temos os programas do Ministério da Agricultura de contingenciamento, temos tudo protocolado em como acontece, quando tem a suspeita. A gripe aviária requer notificação em qualquer caso suspeito, e deu para ver como foi rápida a produção desse diagnóstico", disse.
Thomas também alertou que a principal medida de prevenção é evitar contato com aves doentes. "Um recado importante é não mexer em nenhuma ave caída, no chão, e procurar as autoridades para que elas façam a coleta das aves. O perigo da influenza é só o contato com essas aves doentes", explicou.
"O vírus pode levar ao desenvolvimento de sinais gripais, e a depender, poderia ser fatal, mas não é o comum. Não é nada para se alarmar."
Um foco da doença atingiu a cadeia produtiva de pecuária do Rio Grande do Sul no último mês de maio. O professor esclareceu que este caso não tem relação direta com o do BioParque, mas a quantidade de registros da gripe está aumentando no Brasil por causa do fluxo migratório dos animais, que trazem os vírus de outras regiões do continente.
"O que a gente sabe, que já foi comprovado por biologia molecular, é que o mesmo vírus tem circulado no Cone Sul. Os casos da Argentina têm uma relação, mas porque temos essas aves migratórias e existem rotas migratórias. Quando elas chegam no continente, o próprio Ministério da Agricultura tem mapeado essas rotas. Por onde essas aves passam, temos o risco de elas infectarem outras pelo caminho."
Leandro Machado, professor de sanidade avícola da Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ), também opinou sobre o tema. "Apesar dos casos no BioParque, o carioca pode ficar tranquilo, já que toda a ação e liberação dos espaços estão sendo cautelosamente avaliados pela defesa sanitária a fim de impedir disseminação do agente para outros animais e para pessoas", avaliou.
"O que temos observado é a doença ocorrendo mais em pessoas que possuem contato frequente com as aves, como veterinários, criadores e funcionários. Diante disso, o que sugerimos, é em caso de suspeita ou observação de algum animal morto ou com sinal respiratórios e neurológicos, é não tocar ou pegar estas aves e realizar a notificação para a defesa sanitária via [a página] e-Sisbravet."
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.