As 'médicas princesas' aliviam o sofrimento das criançasDivulgação / Ascom/ SES-RJ

Elas tornam as consultas e o atendimento na ala pediátrica do Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), na Penha, mais leve e acolhedor. Três médicas trocam os seus jalecos brancos por roupas e vestidos de personagens infantis como Branca de Neve, Elsa e Bela para atender as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e quem está internado na unidade da Zona Norte do Rio. As consultas com as 'médicas princesas' encantam os pequenos pacientes e seus familiares consideram positiva a iniciativa.

A ação das 'médicas princesas' faz parte de um projeto de humanização do HEGV que vem fazendo cada vez mais a diferença no tratamento dos pacientes. A iniciativa nasceu de forma espontânea entre três médicas da unidade na sala de Acolhimento a crianças com TEA, que precisam fazer exames de eletroencefalograma com sedação.

Foi ali que as profissionais, responsáveis por conduzir esses procedimentos, decidiram se vestir como princesas de contos de fadas para distrair e baixar a tensão do ambiente. Durante a 'Visita Encantada', as três médicas dão lugar às personagens infantis com intuito de suavizar o momento delicado vivido pelos pequenos pacientes enquanto estão sob os cuidados médicos.

"O objetivo era tornar o ambiente mais acolhedor e reduzir o estresse e a ansiedade das crianças, que muitas vezes se mostram assustadas com os equipamentos e o ambiente hospitalar", explicou Amanda Trevisani, uma das idealizadoras do projeto.

O impacto das visitas e das consultas das 'médicas princesas' foi tão positivo que a ação se estendeu para outras áreas pediátricas do hospital, como a enfermaria, a sala amarela e até mesmo o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) pediátrico. As profissionais realizam as 'Visitas Encantadas', em média, duas vezes por mês.

A iniciativa conquistou tanto as crianças e seus pais quanto os profissionais de saúde, que percebem a mudança no ambiente hospitalar e no relacionamento com os pacientes.
"Manter esse encanto na vida das crianças é necessário e muito positivo. É como viver um conto de fadas", afirma Yasmin Gonçalves, mãe de Liz Helena, criança de apenas cinco meses de idade que está internada no HEGV para tratar uma pneumonia.

De acordo com o diretor-geral da unidade, Alex Busquet, iniciativas como essa ajudam a melhorar a experiência do paciente durante o período em que estão no hospital.

 "Temos uma série de ações que são desenvolvidas pelo nosso setor de Humanização e incluem adultos e crianças. Além da técnica que ajuda a salvar vidas, acreditamos que ações afetivas podem contribuir para um atendimento ainda mais assertivo ", diz o diretor do HEGV.