Priscila Sampaio, de 37 anos, permanece internada em estado gravíssimoRede Social

Rio - Priscila Gonçalves Sampaio, de 37 anos, baleada na cabeça durante um ataque contra o irmão, o policial militar Alexandre Gonçalves Sampaio, no último dia 3, permanece internada em estado grave no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Apesar disso, ela vem apresentando melhoras progressivas e interagindo por meio de gestos com a equipe médica.

De acordo com a secretaria de Saúde do município, ela passou por dois procedimentos, de contenção de danos e traqueostomia, medida utilizada para desobstrução das vias aéreas. Ambos realizados sem complicações.

"No momento, a paciente mantém quadro grave, porém obteve boa resposta ao procedimento neurocirúrgico, apresentando melhora do edema e sangramento intracraniano, possibilitando desmame de sedação e ventilação mecânica. Já apresenta pequena interação não verbal com a equipe multidisciplinar", explicou a unidade em nota.

Priscila chegou a ficar com quadro gravíssimo, mas segue dando seguimento aos tratamentos em conjunto com a neurocirurgia e sob cuidados intensivos em leito de CTI.

Desde o episódio de violência, que matou seu filho de apenas 3 anos, familiares da vítima realizam correntes de oração pedindo por melhoras.

Relembre o caso
Priscila e o filho foram baleados na porta de casa na Rua Tabocas, no Parque Fluminense, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O menino não resistiu.
Na ocasião, os dois estavam entrando no carro do PM quando homens armados em um VW Polo prata começaram a atirar. Com os disparos, o policial reagiu e acabou ferindo um dos suspeitos, Caiky de Assunção Barbosa, de 20 anos, que ainda preso sob custódia também no Hospital Adão Pereira Nunes. No momento, seu quadro de saúde é estável.
Logo após o crime, o carro usado pelos bandidos foi abandonado nas proximidades da entrada da comunidade do Curral, em Duque de Caxias. Segundo investigações, o traficante Jhonata Hyrval Cassiano da Silva, de 28 anos, conhecido como Bochecha Rosa, é o principal suspeito de ter ordenado a execução do PM.
Integrante da facção Comando Vermelho (CV), o criminoso atua na Comunidade Corte Oito, no bairro Lagoinha, mas tenta expandir seus domínios para outras áreas do município. Por esse motivo, a presença de policiais em determinados bairros passou a ser vista por ele e seu bando como uma ameaça direta.