Rio - Um policial militar morreu depois de ser baleado durante uma operação no Complexo do Chapadão, na Zona Norte, na manhã desta segunda-feira (1º). Criminosos usaram ônibus como barricada para bloquear a Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, antiga Estrada do Rio do Pau.
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O subtenente Anderson de Souza Figueira, de 43 anos, lotado no 41º BPM (Irajá), chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, também na Zona Norte, mas não resistiu. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o paciente deu entrada sem vida na unidade.
De acordo com a Polícia Militar, equipes do Comando de Operações Especiais (COE) realizaram uma operação na região, que é controlada pelo Comando Vermelho (CV), com o objetivo de reprimir a movimentação dos criminosos envolvidos em disputas territoriais, assim como em roubos de veículos e de cargas.
A corporação informou que agentes do 41º BPM buscavam lideranças da facção, no interior de uma igreja na Rua Javata, entre as localidades Final Feliz e Himalaia, em Anchieta, quando foram atacados a tiros, o que gerou um confronto. Figueira foi atingido por criminosos escondidos no banheiro do templo.
Dois suspeitos também foram baleados. Os policiais os socorreram e os levaram ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas eles não resistiram. Na ação, os agentes apreenderam dois fuzis, drogas, dois coletes balísticos, dois rádios transmissores, carregadores e três granadas.
Nas redes sociais, o 41º BPM lamentou a perda do agente, identificado como um "dedicado policial militar que ao longo de sua trajetória sempre honrou com bravura, profissionalismo e comprometimento a farda que vestia."
"Sua partida deixa uma lacuna irreparável na Corporação e em todos aqueles que tiveram a honra de conviver ao seu lado. Sua história de dedicação ao serviço policial militar será sempre lembrada e reverenciada. Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e companheiros de farda, rogando a Deus que conforte seus corações e lhes dê forças para superar esta perda tão dolorosa. Descanse em paz. Sua missão foi cumprida com honra", diz a nota.
Figueira estava na corporação desde 2002. Ele deixa a mulher e dois filhos. Ainda não há informações sobre sepultamento.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Impactos
O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio (Rio Ônibus) informou que dois coletivos, sendo um da linha B32535 - SV384 (Pavuna x Castelo) e outro da B32691 - 780 (Pavuna x Madureira), foram usados como barricadas por criminosos para bloquear a Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, ainda conhecida como Estrada do Rio do Pau, entre os bairros de Anchieta e Pavuna.
Segundo a Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove), o motorista de um ônibus da empresa Master foi obrigado a atravessar o veículo na pista e entregar as chaves.
"A Semove repudia que a violência volte a atingir o transporte público e coloque em risco colaboradores e passageiros. A Semove segue colaborando com as autoridades de segurança e reforça o pedido para que informações sobre os responsáveis sejam encaminhadas ao Disque Denúncia (2253-1177)", diz a nota.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) destacou que a operação impactou o funcionamento de 10 unidades na região do Chapadão.
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