Publicado 09/09/2025 22:40 | Atualizado 09/09/2025 22:51
Rio - O traficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, começou a ser julgado, nesta terça-feira (9), pelo Tribunal do Júri da Justiça Federal do Rio (JFRJ). Ele é acusado de ter matado Lídia Meza Burgos, de 18 anos, com 53 facadas, no Paraguai, em novembro de 2018, quando era considerado foragido no Brasil.
PublicidadeDe acordo com a JFRJ, o processo tramita na 5ª Vara Federal Criminal do Rio e reúne jurados, representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da defesa. A etapa atual se destina à apresentação dos argumentos das partes e depoimentos das testemunhas convocadas.
A expectativa é que o julgamento se estenda pelos próximos dias - por isso não há previsão de conclusão. Ao término de audições e debates, os jurados irão anunciar um veredito, sob presidência da juíza à frente da sessão, sobre a responsabilidade criminal de Marcelo Piloto, apontado no Brasil como integrante do Comando Vermelho e ex-braço direito de Fernandinho Beira-Mar.
O crime
Marcelo Piloto, detido atualmente no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, desde 2018, é acusado de ter cometido o homicídio enquanto estava em uma penitenciária do Paraguai. A prisão fora do Brasil ocorreu em 2017, durante operação da Secretaria de Estado de Segurança do Rio (Seseg), em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), a Polícia Federal brasileira, a Polícia Nacional do Paraguai e a Agência Antidrogas Americana (DEA).
Na denúncia, o MPF salienta que o crime foi praticado por meio cruel e motivo fútil, uma vez que a intenção do denunciado era inviabilizar sua extradição para o Brasil, pois apostava na possibilidade de permanecer no país vizinho enquanto estivesse sendo processado por lá, o que o pouparia de responder pelos crimes cometidos em território brasileiro. No entanto, logo após a morte de Lídia, o presidente da época, Mário Abdo Benitez, o expulsou.
Na ocasião, o brasileiro, durante uma visita íntima, teria usado uma faca de cozinha e atingido a vítima, que era garota de programa, por diversas vezes no pescoço, barriga e costas. "A enorme quantidade de perfurações causou intenso sofrimento à vítima, tendo transfixado o pulmão esquerdo e o rim direito, gerando assim intensa hemorragia, o que a fez definhar até que a quantidade de sangue em seu corpo atingisse níveis insuficientes para sustentar-lhe a vida, dando causa assim ao choque hipovolêmico que a levou à morte", diz um trecho da denúncia.
Ainda segundo o MPF, os requintes de crueldade incluíram o fato de Piloto ter deixado a faca cravada no pescoço da jovem e uma tentativa de asfixia. Investigações apontam que todo o crime foi planejado.
Quem é Marcelo Piloto
Piloto era homem de confiança de Fernandinho Beira-Mar (preso em penitenciária federal desde 2006) e havia herdado todos os contatos de fornecedores de armas de Marcelinho Niterói, morto por agentes da PF na Maré, em 2011. Integrante da facção Comando Vermelho (CV) atuava na favela de Manguinhos, na Zona Norte.
Na ficha criminal do traficante, há também participações em ações violentas, como arrastões e ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), além de resgate de presos.
Segundo o Portal dos Procurados, Piloto, também conhecido como Celo, foi preso pela primeira vez em 1998. Em 2007, seis dias após ganhar da Justiça o benefício do regime semiaberto, fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, na Região Metropolitana. Contra ele, havia ao menos 20 mandados de prisão.
Piloto faz parte do grupo de dez traficantes, acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), no dia 3 de julho de 2012.
O traficante, que também já atuou em bairros como Inhaúma, Ramos, Penha, Bonsucesso, Pilares e Benfica, costumava ainda promover bailes funk nas comunidades, impulsionados pela venda de drogas, e circular com carros roubados.
Quem é Marcelo Piloto
Piloto era homem de confiança de Fernandinho Beira-Mar (preso em penitenciária federal desde 2006) e havia herdado todos os contatos de fornecedores de armas de Marcelinho Niterói, morto por agentes da PF na Maré, em 2011. Integrante da facção Comando Vermelho (CV) atuava na favela de Manguinhos, na Zona Norte.
Na ficha criminal do traficante, há também participações em ações violentas, como arrastões e ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), além de resgate de presos.
Segundo o Portal dos Procurados, Piloto, também conhecido como Celo, foi preso pela primeira vez em 1998. Em 2007, seis dias após ganhar da Justiça o benefício do regime semiaberto, fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, na Região Metropolitana. Contra ele, havia ao menos 20 mandados de prisão.
Piloto faz parte do grupo de dez traficantes, acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), no dia 3 de julho de 2012.
O traficante, que também já atuou em bairros como Inhaúma, Ramos, Penha, Bonsucesso, Pilares e Benfica, costumava ainda promover bailes funk nas comunidades, impulsionados pela venda de drogas, e circular com carros roubados.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.