Rio - A cidade do Rio registrou 640 mortes em acidentes de trânsito até o último mês de outubro. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, que promoveu uma ação de conscientização em memória das vítimas nesta sexta-feira (28), nos Arcos da Lapa.
Organizada em parceria com a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET-Rio), a mobilização contou com atividades educativas e serviços de saúde.
O diretor técnico da CET-Rio, André Moura, lembrou sobre o alto índice de mortes. “Este ano já foram mais de 650 óbitos e mais de 47 mil pessoas atendidas. Hoje a vítima pode ser um desconhecido, mas amanhã pode ser alguém da sua família. As pessoas precisam ter consciência pelo respeito as leis de ttrânsito”, disse.
Segundo ele, a CET-Rio mantém atuação 24 horas por dia, com foco especial nos motociclistas, que continuam sendo os mais vulneráveis. “Estamos firmando parcerias com aplicativos e conversando com associações de motociclistas para construir políticas que melhorem o comportamento no trânsito. Mas não apenas pensando no motociclista, todos os motoristas têm o seu papel”, afirmou.
Moura destacou, ainda, que os grandes corredores, além das zonas Norte e Oeste, concentram boa parte dos acidentes.
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, alertou que a imprudência tem peso direto no sistema de saúde. “Até outubro, 640 pessoas perderam a vida e muitas ficaram com sequelas permanentes, muitas vezes por atos de imprudência”, disse.
Ele reforçou que excesso de velocidade, avanço de sinal e celular ao volante seguem como principais causas dos acidentes. "Uma atitude como essa pode gerar vítimas fatais, e isso vem acontecendo”, afirmou Soranz, lembrando que cirurgias ortopédicas que deveriam atender idosos e outras pessoas com problemas de saúde acabam destinadas às vítimas de acidente de moto.
O secretário chamou atenção também para o comportamento de pedestres. “Foram nove mil atropelamentos e acidentes com pedestres são sempre os mais graves. Precisamos que as pessoas respeitem as regras de trânsito. Nas Avenidas Presidente Vargas e Brasil, vemos atropelamentos ocorrendo embaixo de passarelas. O tempo média de internação é de oito dias, mas existem casos em que as pessoas ficam meses ou até anos internadas.”
Segundo Soranz, se o ritmo continuar, o total de mortes pode superar o do ano passado, quando o Rio registrou 724 vítimas fatais, que foi um dos maiores da nossa história. O ato desta sexta pretende não só homenagear quem perdeu a vida, mas reforçar o chamado por responsabilidade de todos que circulam pela cidade tenham consciência da seriedade do tema.
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