José Emílio de Brito foi preso ainda em setembro deste anoDivulgação
Publicado 27/11/2025 12:38 | Atualizado 27/11/2025 16:21
Rio - O médico José Emílio de Brito e a enfermeira Sabrina Rabetin Serri viraram réus no processo sobre a morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante um procedimento estético em uma clínica particular em Campo Grande, na Zona Oeste. O caso aconteceu em setembro deste ano.
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Segundo o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), o processo que tramita na 1ª Vara Criminal está atualmente aguardando a conclusão do juiz. O último movimento, registrado em 12 de novembro, mostra que a defesa do médico pediu a revogação da prisão, e o magistrado pediu que o Ministério Público se manifestasse sobre o pedido. A informação foi repassada pelo TJRJ nesta quinta-feira (27).

Ao receber a denúncia do MPRJ, o juiz Thiago Portes Vieira de Souza destacou que há indícios de que os acusados agiram visando lucro fácil, já que cobraram da paciente R$ 5,1 mil por um procedimento em que o custo real seria muito mais alto.

"Como descrito na denúncia, os acusados atuavam em conjunto sem se valerem de ambiente adequado ou da equipe de profissionais necessária, sendo que foi a acusada a ministrar a anestesia na vítima, em que pese se tratar de atividade privativa de médico anestesista. Nesse sentido, constata-se que o modus operandi dos acusados envolvia violações manifestas dos limites de suas profissões, sendo indiferente qualquer restrição eventualmente imposta por este Juízo às atividades profissionais desses", diz um trecho da decisão.

O cirurgião plástico foi preso em casa, na Tijuca, Zona Norte, ainda em setembro. Ele responde por homicídio qualificado e falsidade ideológica. Já a enfermeira se entregou à polícia no último dia 15. Contra ela, foi cumprido um mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado e exercício ilegal da medicina.

Entenda o caso
Em 8 de setembro, a técnica de Segurança do Trabalho Marilha Menezes Antunes passou por uma hidrolipoenxertia no glúteo em um clínica particular em Campo Grande, na Zona Oeste, após juntar dinheiro para dar o procedimento a si mesma como presente de aniversário. A vítima, no entanto, sofreu uma parada cardiorrespiratória e socorristas não conseguiram reanimá-la. A Polícia Civil aponta que houve erro médico.
Aos socorristas, o médico José Emílio de Brito, responsável pelo procedimento, disse que a ação de tentativa de socorro foi muito rápida e a vítima entubada. Entretanto, familiares afirmam que a jovem não recebeu assistência e houve demora para acionar ajuda. Segundo uma irmã, Brito omitiu ter perfurado um órgão da vítima, afirmando apenas que ela havia sofrido uma broncoaspiração e parada cardíaca.
O laudo da necropsia concluiu que a técnica morreu por choque hipovolêmico, hemorragia interna e ação perfuro contundente.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos acusados. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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