Publicado 29/11/2025 13:55 | Atualizado 30/11/2025 13:22
Rio - Fabiano Magdalena, professor de Geografia do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) e um dos melhores amigos de Allane de Souza Pedrotti Matos, diretora da equipe pedagógica assassinada na sexta-feira (28), contou que ela tinha muito medo do atirador e que os dois tinham muitas desavenças. Ele esteve no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IML), no Centro do Rio, no início da tarde de sábado (29).
PublicidadeSegundo ele, João Antônio Miranda Tello Gonçalves, autor dos disparos e funcionário do Cefet, costumava "perseguir" Allane e reclamava dela para a direção. "Ele começou a entrar com processos contra todos que estavam em cargos de gestão", disse Fabiano.
"O João foi afastado por problemas psicológicos. Quando colocaram ele de volta, ela disse que não trabalharia mais na mesma sala que ele. Colocaram ela por meses em home office por conta disso", lembra o professor. Ainda de acordo com o amigo de Allane, João Antônio também tinha embates com outras pessoas e costumava protagonizar discussões tensas com servidoras mulheres. "Ela tinha muito medo dele", completou.
"O João foi afastado por problemas psicológicos. Quando colocaram ele de volta, ela disse que não trabalharia mais na mesma sala que ele. Colocaram ela por meses em home office por conta disso", lembra o professor. Ainda de acordo com o amigo de Allane, João Antônio também tinha embates com outras pessoas e costumava protagonizar discussões tensas com servidoras mulheres. "Ela tinha muito medo dele", completou.
Uma outra servidora da instituição também contou uma versão semelhante a de Fabiano. A funcionária afirma ter avisado à direção da instituição sobre o risco de ataque planejado por João Antônio contra funcionários, mas que nenhuma atitude foi tomada.
Papel de mãe e artista
Allane, de 41 anos, deixou uma filha adolescente. Era torcedora apaixonada pelo Fluminense e também cantora de samba, pandeirista e compositora. Nas redes sociais, publicava regularmente vídeos cantando em shows e rodas de samba no Renascença Clube, no Andaraí, Zona Norte do Rio.
"A prioridade dela era a filha e muitas vezes deixou de fazer show para ficar com a adolescente. Era a grande prioridade. Antes de tudo, ela se definia como mãe. As duas eram muito próximas e confidentes de tudo", disse Fabiano.
Papel de mãe e artista
Allane, de 41 anos, deixou uma filha adolescente. Era torcedora apaixonada pelo Fluminense e também cantora de samba, pandeirista e compositora. Nas redes sociais, publicava regularmente vídeos cantando em shows e rodas de samba no Renascença Clube, no Andaraí, Zona Norte do Rio.
"A prioridade dela era a filha e muitas vezes deixou de fazer show para ficar com a adolescente. Era a grande prioridade. Antes de tudo, ela se definia como mãe. As duas eram muito próximas e confidentes de tudo", disse Fabiano.
O professor disse que viu a filha de Allane no dia anterior e que a jovem estava "anestesiada" com tudo o que aconteceu.
O crime
João Antônio Miranda Tello Gonçalves matou a tiros Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro, diretora e psicóloga da instituição, respectivamente, na tarde de sexta-feira (28). Em seguida, o atirador também tirou a própria vida. O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
O crime
João Antônio Miranda Tello Gonçalves matou a tiros Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro, diretora e psicóloga da instituição, respectivamente, na tarde de sexta-feira (28). Em seguida, o atirador também tirou a própria vida. O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Leia mais

Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.