Publicado 23/12/2025 18:13 | Atualizado 24/12/2025 13:18
Rio - Família da mulher grávida encontrada morta a facadas na Rocinha, na Zona Sul do Rio, afirmam que ela foi vítima de feminicídio cometido pelo namorado, identificado como Augusto Dias da Silva. Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) encontraram o suspeito na Rodoviária do Rio, na Zona Portuária, horas depois do crime. Ele tentava fugir para Minas Gerais. No entanto, uma nova linha de investigação aponta que Géssica Oliveira de Souza, de 36 anos, tirou a própria vida.
Publicidade"Hoje não é estatística. Hoje foi minha tia. Mais uma mulher assassinada simplesmente por ser mulher. Mais uma mãe, tia e irmã arrancada de forma brutal. E a pergunta é a mesma: até quando vamos tolerar isso? Não foi acidente. Não foi impulso. Foi feminicídio. Foi ódio, controle e covardia sustentados por uma sociedade que relativiza a violência contra as mulheres", desabafou Eduardo Santrelli, sobrinho de Géssica, em uma publicação nas redes sociais.
Ele também mencionou a dor, o luto e a revolta que tomaram conta de toda a família a poucos dias do Natal. "Chega de silêncio. Chega de desculpas. Chega de normalizar o inaceitável. Hoje escrevo com dor, luto e revolta, porque minha tia tinha nome, história e família, e nada justifica o que foi feito com ela. Enquanto uma mulher continuar morrendo, ninguém pode fingir que isso não diz respeito a todos nós. Até quando?", completou.
Géssica estava grávida de cinco meses e foi encontrada morta dentro de casa, com um fio amarrado ao pescoço, na manhã desta terça-feira (23), na Rocinha. O bebê também não resistiu. De acordo com o Corpo de Bombeiros, acionado por volta das 9h, a gestante já estava sem vida quando a equipe de socorro chegou à residência, localizada na Travessa da Escada.
Ele também mencionou a dor, o luto e a revolta que tomaram conta de toda a família a poucos dias do Natal. "Chega de silêncio. Chega de desculpas. Chega de normalizar o inaceitável. Hoje escrevo com dor, luto e revolta, porque minha tia tinha nome, história e família, e nada justifica o que foi feito com ela. Enquanto uma mulher continuar morrendo, ninguém pode fingir que isso não diz respeito a todos nós. Até quando?", completou.
Géssica estava grávida de cinco meses e foi encontrada morta dentro de casa, com um fio amarrado ao pescoço, na manhã desta terça-feira (23), na Rocinha. O bebê também não resistiu. De acordo com o Corpo de Bombeiros, acionado por volta das 9h, a gestante já estava sem vida quando a equipe de socorro chegou à residência, localizada na Travessa da Escada.
O caso chegou a ser investigado como feminicídio. O namorado de Géssica, e principal suspeito, foi detido com base em depoimentos preliminares e laudo da unidade médica, além de tentativa de fuga por parte dele.
Em apurações posteriores, conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), foram analisadas conversas armazenadas no telefone celular do suspeito. Além disso, nova perícia foi realizada por médico legista. Pelo conjunto de elementos técnicos e investigativos reunidos, a DHC aponta o suicídio como principal linha de investigação, que segue em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.
Série de casos de feminicídio tem chocado o país
Há duas semanas, manifestantes realizaram um ato na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, pelo fim da violência contra as mulheres. A mobilização começou na altura do Posto 5 e reuniu centenas de pessoas com cartazes pedindo mais valorização das vidas femininas.
Organizados por coletivos, movimentos sociais e entidades feministas, os manifestantes relembraram uma série de feminicídios recentes que chocaram o país. Entre eles o caso do cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, que teve o corpo encontrado carbonizado em Brasília. O crime é investigado como feminicídio após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21, confessar a autoria. Ele está preso no Batalhão da Polícia do Exército.
Série de casos de feminicídio tem chocado o país
Há duas semanas, manifestantes realizaram um ato na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, pelo fim da violência contra as mulheres. A mobilização começou na altura do Posto 5 e reuniu centenas de pessoas com cartazes pedindo mais valorização das vidas femininas.
Organizados por coletivos, movimentos sociais e entidades feministas, os manifestantes relembraram uma série de feminicídios recentes que chocaram o país. Entre eles o caso do cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, que teve o corpo encontrado carbonizado em Brasília. O crime é investigado como feminicídio após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21, confessar a autoria. Ele está preso no Batalhão da Polícia do Exército.
No dia 29 de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de 1 km enquanto ainda estava presa sob o veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso por tentativa de feminicídio.
De acordo com o Mapa Nacional da Violência de Gênero, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses. Em 2025, dados do Ministério das Mulheres apontam mais de 1.180 feminicídios registrados e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180.
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