Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em bar de Ipanema, Zona Sul do Rio Divulgação / PCERJ
Publicado 23/01/2026 17:34
Rio - A Polícia Civil indiciou a argentina Agostina Páez, de 29 anos, pelo crime de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul. A 11ª DP (Ipanema) concluiu o inquérito nesta quinta-feira (22) e encaminhou o caso ao Ministério Público do Rio (MPRJ). Uma amiga da investigada, também argentina, foi indiciada por falso testemunho.

Agostina, que é advogada, está impedida de deixar o Brasil desde sábado (17), quando o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) determinou a apreensão do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica. Durante as investigações, testemunhas foram ouvidas e imagens chegaram a ser analisadas.

Segundo a 11ª DP, a distrital concluiu o inquérito pela existência de indícios suficientes da prática do crime e destacou que as expressões utilizadas "extrapolam qualquer contexto de discussão ou desentendimento, atingindo diretamente a vítima ao proferir as ofensas de forma pejorativa e discriminatória".
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O caso
No dia 14 de janeiro, um funcionário de um bar relatou que a turista apontou o dedo em sua direção e o chamou de negro, de forma discriminatória, por causa de uma confusão envolvendo o valor da conta. Imagens mostram que, ao deixar o bar, Agostina imitou gestos de macaco e reproduziu sons do animal.
Em depoimento, a argentina disse que reagiu daquela maneira depois de supostos gestos obscenos feitos por algumas pessoas que trabalham no bar, mas que se arrependeu posteriormente de seu comportamento.
Agostina é filha de Mariano Páez, empresário bem-sucedido do setor de transportes na Argentina que ficou preso por um mês pelo crime de violência de gênero. Informações do portal de notícias 'Info del Estero', ele é acusado de ameaçar e agredir a ex-companheira em novembro do ano passado e foi posto em liberdade após obter um habeas corpus.
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