Agostina Páez é filha do empresário Mariano PáezReprodução / Redes sociais

Rio - A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, investigada por racismo contra o funcionário de uma bar em Ipanema, na Zona Sul, foi à Central de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para receber a tornozeleira eletrônica na tarde desta quarta-feira (21). Por determinação judicial, a turista está impedida de deixar o Brasil.
Na quarta-feira passada (14), um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul, relatou que Agostina  apontou o dedo em sua direção e o chamou de negro, de forma discriminatória, por causa de uma confusão envolvendo o valor da conta. Imagens mostram que, ao deixar o bar, a argentina imitou gestos de macaco e reproduziu sons do animal.
Em depoimento, a argentina disse que reagiu daquela maneira depois de supostos gestos obscenos feitos por algumas pessoas que trabalham no bar, mas que se arrependeu posteriormente de seu comportamento.
Na noite de terça-feira (20), Agostina esteve Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), no Leblon, para registrar um boletim de ocorrência. Ela alegou que tem sofrido diversas ameaças por meio das redes sociais. Além disso, relatou que pessoas estranhas estiveram na portaria do prédio onde está hospedada e tentaram contato com ela.
De acordo com a imprensa argentina, a advogada é filha de Mariano Páez, empresário bem-sucedido do setor de transportes na Argentina que ficou preso por um mês pelo crime de violência de gênero. Informações do portal de notícias 'Info del Estero', ele é acusado de ameaçar e agredir a ex-companheira em novembro do ano passado e foi posto em liberdade após obter um habeas corpus.