Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em bar de Ipanema, Zona Sul do Rio Divulgação / PCERJ
Turista argentina investigada por racismo registra ocorrência por ameaças
Advogada Agostina Páez, de 29 anos, relatou que pessoas estranhas estiveram na sua portaria e tentaram contato com ela
Rio - A argentina Agostina Páez, investigada por racismo contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat) por ameaças. Em depoimento na noite desta terça-feira (20), a advogada de 29 anos relatou que pessoas estranhas estiveram na portaria do prédio onde está hospedada e tentaram contato com ela.
Agostina ainda revelou que tem sofrido diversas ameaças por meio de redes sociais. Ela está impedida de deixar o Brasil desde o sábado (17), quando o Tribunal de Justiça determinou a apreensão do passaporte e uso de tornozeleira eletrônica.
Na quarta-feira passada (14), um funcionário de um bar relatou que a turista apontou o dedo em sua direção e o chamou de negro, de forma discriminatória, por causa de uma confusão envolvendo o valor da conta. Imagens mostram que, ao deixar o bar, Agostina imitou gestos de macaco e reproduziu sons do animal.
Em depoimento, a argentina disse que reagiu daquela maneira depois de supostos gestos obscenos feitos por algumas pessoas que trabalham no bar, mas que se arrependeu posteriormente de seu comportamento.
De acordo com a imprensa argentina, a advogada é filha de Mariano Páez, empresário bem-sucedido do setor de transportes na Argentina que ficou preso por um mês pelo crime de violência de gênero. Informações do portal de notícias 'Info del Estero', ele é acusado de ameaçar e agredir a ex-companheira em novembro do ano passado e foi posto em liberdade após obter um habeas corpus.

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