Publicado 17/03/2026 16:20 | Atualizado 17/03/2026 17:44
Rio - A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj enviou um ofício, nesta terça-feira (17), ao Comandante-Geral e o Corregedor-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para cobrar esclarecimentos sobre a ação de agentes do 9º BPM (Rocha Miranda), que causou a morte da médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, no último domingo (15), em Cascadura, Zona Norte do Rio.
No documento, a Comissão questiona se o protocolo de abordagem policial foi devidamente observado e qual foi a justificativa técnica para a realização de disparos antes da identificação da ocupante do veículo. Informações sobre a apreensão das armas para perícia, o eventual afastamento dos agentes e a abertura de procedimento administrativo disciplinar também foram solicitadas.
O ofício ainda pede esclarecimentos sobre possível histórico dos policiais em ocorrências semelhantes e se as imagens das câmeras corporais já foram encaminhadas à Delegacia de Homicídios.
“Não só os entes queridos de Andrea, mas a sociedade precisa de respostas rápidas e transparentes. É inadmissível que abordagens assim terminem com a morte de uma mulher inocente. Já oficiamos o comando da Polícia Militar e vamos acompanhar cada etapa dessa investigação”, afirmou a deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão.
A médica morreu após ter sido baleada em uma abordagem policial depois de sair da casa dos pais de 88 e 91 anos, na Rua Palatinado. Segundo testemunhas, os policiais que faziam uma perseguição na região teriam confundido o carro dela com o de bandidos. Andréa morreu na hora.
Ela era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.
PublicidadeNo documento, a Comissão questiona se o protocolo de abordagem policial foi devidamente observado e qual foi a justificativa técnica para a realização de disparos antes da identificação da ocupante do veículo. Informações sobre a apreensão das armas para perícia, o eventual afastamento dos agentes e a abertura de procedimento administrativo disciplinar também foram solicitadas.
O ofício ainda pede esclarecimentos sobre possível histórico dos policiais em ocorrências semelhantes e se as imagens das câmeras corporais já foram encaminhadas à Delegacia de Homicídios.
“Não só os entes queridos de Andrea, mas a sociedade precisa de respostas rápidas e transparentes. É inadmissível que abordagens assim terminem com a morte de uma mulher inocente. Já oficiamos o comando da Polícia Militar e vamos acompanhar cada etapa dessa investigação”, afirmou a deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão.
A médica morreu após ter sido baleada em uma abordagem policial depois de sair da casa dos pais de 88 e 91 anos, na Rua Palatinado. Segundo testemunhas, os policiais que faziam uma perseguição na região teriam confundido o carro dela com o de bandidos. Andréa morreu na hora.
Ela era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.
O corpo de Andréa foi velado e sepultado, nesta terça-feira, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Portuária do Rio.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.