Rio - A médica Andréa Marins Dias, 61 anos, havia acabado de sair das casa dos pais, de 88 e 91 anos, na Rua Palatinado, em Cascadura, na Zona Norte, quando foi baleada na noite deste domingo (15). Ela morreu dentro do próprio carro.
Andréa era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, ela postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.
"Ela estava saindo da casa da mãe de 90 anos, que visitava sempre aos domingos, ela era médica... Infelizmente, na hora que ela estava saindo, coincidiu com a perseguição. Muito triste!", lamentou uma vizinha.
"Não foi às cegas, eles alvejaram o carro e ficaram gritando pra pessoa sair quando na verdade já haviam a matado. Moradores pedem justiça", relatou outra.
"Estou arrasada, hoje ia para minha revisão, achei ela agora pouco e era quem procurava para meu problema. Só penso nos pais dela, meus mais sinceros sentimentos a todos por essa tristeza", disse uma paciente.
"Doutora, eu nem acredito nessa covardia que fizeram com a senhora. Descanse em paz, obrigada por tudo!", afirmou outra.
Na manhã desta segunda-feira (16), o corpo de Andréa já estava no Instituto Médico Legal (IML), mas até o momento, nenhum familiar apareceu para fazer a liberação.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio lamentou o caso e pediu rigor nas investigações.
"Foi com pesar que o Cremerj recebeu a notícia sobre a morte da médica Andrea Marins Dias, na manhã desta segunda-feira (16), por meio da imprensa. O Cremerj manifesta também indignação, porque, infelizmente, mais uma profissional foi vítima da violência urbana, enquanto ela apenas exercia o seu direito de ir e vir. O Conselho pede às autoridades competentes todo rigor em relação à apuração do caso, independentemente de qualquer circunstância, e lamenta a situação de insegurança pública em que, diariamente, médicos e toda a sociedade estão sujeitos".
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
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